Bagan – Myanmar

Seguindo viagem por Myanmar, fechamos um transfer com o hotel em Mandalay pra ir pra Bagan.

Era um micro ônibus, que passava de hotel em hotel pegando pessoas. Foi bem barato (uns 8 dólares) e a viagem durou cinco horas. Cinco horas de uma experiência engraçada.

O onibuzinho vai com quase todos os bancos cheios, mas para em vários lugares no meio do caminho pra dar carona pras pessoas que fazem sinal no meio da estrada. O motorista e o ajudante não paravam de mastigar a tal da noz de areca. É um noz que dá um efeito similar ao tabaco e faz com que os dentes fiquem com uma tinta vermelha. Dá um nervoso porque parece sangue. Ouvi dizer que o governo está tentando proibir o uso dessa noz.

Cada pessoa que entrava no ônibus entrava carregada de bolsas, sacolas. A gente só ficava pensando onde tudo ia caber. Só faltou entrar um bicho lá no bus hahaha

Bagan é uma zona arqueológica com milhares de templos e pagodas espalhadas por 26 kms quadrados. Chegando perto da zona, você precisa pagar uma taxa e fica com um cartãozinho que precisa mostrar pra entrar em algumas pagodas. Então não perca o seu 🙂 hahaha

Prepare-se pra se apaixonar assim que entrar na cidade. A cada lugar que você passa, um novo templo aparece, misturado com o verde. Pessoas andando de bike ou motinha de um lado pro outro desvendando a cidade.

Existem três bairros principais em Bagan: Old Bagan, New Bagan e Nyaung U. Escolhemos ficar por Old Bagan, que é mais perto dos templos principais, mas sinceramente, acho que tanto faz, por que as três regiões são bonitas.

SUPER indico o hotel que ficamos, que era um resortzinho chamado Thande. O preço é ótimo (3 noites deu R$436,00 por pessoa). Tem uma vista linda pro rio, uma piscina mara e um restaurante bem gostoso que você pode almoçar e jantar.

Observação talvez desnecessária: apesar do restaurante ser bom, foi lá que eu tive a única experiência de passar mal na Ásia o que me deixou uma semana meio mais ou menos hahahaha. Dizem que passar mal e ter a mala extraviada por lá são duas realidades super possíveis. Posso comprovar que sim porque passei pelas duas experiências agradáveis #sqn hahahah

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vista do nosso hotelzinho com pôr do sol

Resolvemos passar o resto da tarde pelo hotel, curtindo a piscina e fazendo as dondocas porque a gente tava num batidão de Mandalay de ver muita coisa ao mesmo tempo. Só queríamos aproveitar um pouquinho. No dia seguinte acordamos cedinho (tipo 5 da manhã) e combinamos um taxi com o hotel pra nos levar pra um templo bem alto (Shwezandaen) pra assistirmos o nascer do sol. Muita gente faz isso então é importante chegar bem cedo pra garantir um bom lugar. Foi lindo! Bagan vai tirando seu ar a cada momento. É muito surpreendente mesmo. Ganhamos até uma lua de presente com o nascer do sol.

Aí voltamos pro hotel, tomamos café e fomos conhecer os principais templos da cidade. Fechamos com o primo do nosso motorista de Mandalay pra nos levar pra conhecer os templos. Foi bom porque seria meio cansativo fazer tudo de bike e a gente tava meio com medo de subir na motinha hahaha Mas ao mesmo tempo, Bagan é mais legal quando você tá fora do carro, porque os templos perdidos pelo meio do caminho são muito legais também.

Processed with VSCO with c1 presetProcessed with VSCO with f2 presetDCIM100GOPRO Processed with VSCO with c1 presetDiferente de Mandalay, em Bagan a população já está bemmmm mais acostumada com o turismo, mas ao mesmo tempo não existe muita regulamentação e controle sobre os ambulantes e guias que existem por lá. Nesses templos maiores você pode até se incomodar um pouco porque chega a ser meio inconveniente as pessoas te perseguindo com um souvenir pra você comprar ou querendo dar uma volta no templo com você. Ainda mais se você tá passando mal por causa da comida do dia anterior hahahaha. Mas nada que você não entre no espírito e releve.

Dos templos maiores o que eu mais gostei foi o Ananda. Mas chegando lá, você vai pegar um mapa e pegar todas as dicas com a recepção do seu hotel/hostel sobre que templos não deixar de visitar.

No dia seguinte, acordamos cedinho de novo pra fazer o passeio que você não pode deixar de fazer de jeito nenhum lá em Bagan: andar de balão. É carinho (uns 300 dólares por pessoa). Dói, mas vale. Eu juro! Você chega lá, se reune com a galere, toma um cafezinho da manhã e vai pro balão. Existem três cias que fazem o passeio de balão: a maior: Baloons Over Bagan (vermelho), a Golden Eagle (amarelo) e a Oriental (verde). Fomos de Golden Eagle, que é a que tem menos balões, mas o serviço de todas são meio parecidos, na verdade. O preço também. Então acho que tanto faz.

A sensação de sair do chão de balão é a melhor do mundo porque você nem sente hahaha quando vê, já está voando. O vôo dura uns 40 minutos. As vezes dá a impressão que você vai bater num templo ou numa árvore, mas tudo sob controle hahaha é super seguro! E uma delícia!

No fim do vôo, mais um reforço no café da manhã, um espumantezinho pra comemorar e você ainda ganha um certificado de que voou de balão hahaha

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O legal da Golden Eagle é que o uniforme da galera que trabalha lá é um casaco amarelo do Brasil hahahahhaha achamos demais e tiramos uma foto com eles.

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No resto do dia, alugamos uma bike no hotel e fomos dar uma volta pela cidade. Esse passeio é mágico. Sair pela cidade desbravando os templos menores e escondidos é muuuuuito mais legal do que visitar os maiores (minha opinião). É só sair pedalando e ir entrando pelas ruazinhas. Depois você descobre como voltar.

Nessa última foto a gente tinha parado pra descansar um pouco, tomar uma água e uns ambulantezinhos que trabalhavam nesse templo tentaram nos vender algumas coisas. Quando viram que não iam conseguir, ficaram puxando papo, tiraram foto nossa. Enfim, só amores ❤

Em Bagan também cruzamos com uma Noviciation Ceremony, que tínhamos visto pela primeira vez em Mandalay. Mas lá a montação era ainda maior. Rolava uma parada pela cidade pra levar as crianças pro monastério.

O mais legal de Myanmar é ver o peso da cultura, tão diferente da nossa e tão presente na vida deles. E o quanto as pessoas são solícitas, sorridentes e gente fina, mesmo com tão pouco.

Sobre restaurantes, não saímos muito pra comer por lá. Acabamos ficando mais pelo hotel. Na última noite fomos com um casal de amigos no Black Bamboo, que era gostosinho, mas naaaaada especial. AH! Vá cedo! Tudo lá fecha cedinho (tipo 22:00, 22:30) então chega cedo pra aproveitar 😉

Uma dica legal que não falei ainda. Myanmar tem uma operadora legal que você pode comprar o chip no aeroporto e é MUITO barato (menos de 5 dólares pra uma semana. bizarro!). Ela se chama Ooredo. Vale a pena, porque o wifi dos lugares é bem ruim e ela funciona super bem!

Dos cinco países que visitamos, foi o mais especial, sem dúvidas. Com mais coisas pra aprender e ficar emocionado. Então peço encarecidamente que todo mundo cogite ir pra lá. E logo! É imperdível!

Juro juradinho que não vou demorar tanto pro próximo post, que vai ser Luang Prabang, no Laos.

Mandalay – Myanmar

Estou numa seríssima crise com o meu Iphone e o Icloud e, por isso, as minhas fotos da Tailândia estão presas em algum lugar da nuvem e eu não consigo acessar (estou calma por fora, chorando aos prantos por dentro). Assim que eu conseguir uma ajuda divina de Steve Jobs ~ ou de algum funcionário da Apple ~ escrevo o post das cidades da Tailândia. Então, já começando disruptivamente e fora de ordem, vamos falar de Myanmar ❤

Pra começar as dicas, a primeira de todas é: vá logo pra Myanmar.

O país viveu por muito tempo completamente fechado para o mundo. No período em que a globalização correu solta e tudo mudou tão rápido, eles estavam lá fechados, vivendo num mundo que era só deles. Sem contato, sem turismo, sem nada. Até 2010 era super difícil entrar no país. Muitos turistas eram barrados e o visto era quase impossível de se conseguir.

By the way, o visto. Hoje é SUPER fácil. Só entrar nesse site aqui, fazer a solicitação, pagar (50 dólares) e esperar que ele chega pra você por e-mail alguns dias depois.

Continuando… em 1988 eles sofreram um Golpe Militar e só no ano de 2010 esse regime acabou. Sentimos que isso influencia muito a forma como os Birmaneses se comportam perante a nós turistas. Acho que submissão por ser uma palavra forte, mas muitas vezes nos sentimos rainhas e ficamos até incomodadas. Em Mandalay, principalmente, onde o turismo não é tão forte quanto Bagan e Yangon, sentimos isso ainda mais forte. A pureza deles é inexplicável. Só indo pra lá (o quanto antes) pra ter essa sensação.

Em 2015, enfim, eles tiveram uma eleição democrática e 2016 um governo escolhido pela população assumiu. Então estar lá em 2016 foi ainda mais especial ❤

Pegamos um vôo saindo de Bangkok em direção a Mandalay. Fomos de Air Asia e o vôo não passa de duas horas. Ida e volta de Mandalay pra Bangkok foi R$750,00 (vou sempre colocar os preços dos vôos nos posts pra dar uma noção de custo pra vocês. O que encareceu a nossa viagem foram os vôos. De resto, tudo é muito barato).

As ruas de Mandalay são numeradas (tipo NY), então nesse sentidos, é super fácil de andar por lá. PORÉM, é muuuuuuuita moto! Caótico! Pra atravessar a rua você entrega pra deus e se joga hahahaha se não você não consegue atravessar nunca.

Ficamos 3 noites em Mandalay. No primeiro dia chegamos um pouquinho depois do almoço, mas resolvemos almoçar o lanche do avião e passear. Saímos as duas de short. Paramos a cidade. hahaha Tive muita vontade de voltar no hotel pra trocar de roupa, mas acabamos desistindo. No início me senti zero segura, mas era só uma questão de que ser ocidental, com o cabelo pseudo loiro, de short e andando ali no meio deles… era muita coisa nova ao mesmo tempo. Todo mundo olhava pra gente, mas era só a gente dar um “hi”e um sorriso, que recebíamos de volta um sorriso ou até uma gargalhada tímida. Se isso não é amor, não sei o que pode ser!

Fomos passear no Zay Cho Market, um mercado que tinha perto do nosso hotel. Não vá esperando um night market como os que tem os outros países. Mas vá esperando muitas pessoas por metro quadrado, muitas motos, muitos tecidos pra fazer os longyis (a saia que homens e mulheres usam por lá), muita comida de rua (que não tivemos coragem).

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Nesse mercado compramos nossos longyis, que usamos nos dias que ficamos por lá (e trouxemos pro Brasil pra fazer saias lindonas ❤ ). Depois fomos jantar e dormir cedo. Até porque tudo fecha por volta de 22:00. Não tem muito o que fazer.

(Vou reunir as dicas de restaurantes no fim do post)

Ficamos dois dias inteiros em Mandalay. Como é super difícil achar na internet o que fazer por lá, achamos melhor fechar um guia pra nos acompanhar durante o dia e foi a melhor coisa! Tínhamos um motorista e uma guia fofa-toda-vida que cuidavam da gente, nos ensinavam tudo. E nos davam até toalinhas pra limpar os pés depois de andarmos descalças pelos templos.

Pra fechar com eles também, manda um e-mail pra tour@onestop-myanmar.com e fala pra fechar o tour com a Ma Thin Thin Nwe. O tour de dois dias foi 122 dólares por pessoa. Não é o mais baratinho, mas acredite. Fazer por conta própria e ver tudo é quase impossível.

Então começamos o dia visitando um monastério. Chegamos lá no momento em que os monges formam um fila, recolhem doações e vão almoçar.

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Seria emocionante, se não tivesse um monte de turistas enfiando suas câmeras gigantes na cara dos monges como se eles fossem uma atração de circo. Ficamos bem incomodadas. Dava vontade de gritar “oooooooooou sai daí!” hahaha

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Agora a partir daqui, não lembro a ordem dos lugares que eu fui. Então seguem imagens de lugares lindos em ordem completamente aleatória hahaha

U-Bain Bridge

Diz que é a maior ponte de madeira do mundo. O pôr do sol de lá é lindo! Embaixo da ponte tem bastante lixo e isso é meio bad =/ Acho que quando o turismo em Mandalay for mais forte, vai ser o lugar mais visitado com certeza. Quando estávamos lá vimos basicamente pessoas de lá mesmo curtindo o fim do dia.

Kuthodaw Pagoda

Quando vi fotos das pagodas de Mandalay essa foi a que eu fiquei mais louca pra ir. Amo/sou coisas simétricas e cheguei lá já pronta pra tirar essas fotos hahaha

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U Min Thonze Pagoda

A mais querida e amada entre as fotos que postei em Mandalay. Realmente é linda mesmo!

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Sutaungpyei Pagoda

No alto do Mandalay Hill fica essa pagoda que, pra mim, é a mais linda. Super colorida, cheia de mosaicos, com uma vista 360 da cidade.

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Mandalay Hill visto de longe

Sagaing Hill Temple

Em outro morro da cidade, também com uma vista linda e super colorido ❤

Os templos de Mandalay são os mais coloridos que vimos nesse tour pela Asia. A decoração que os Birmaneses fazem no altar que eu não curti muito. Rolam umas luzes neon que não fazem muito sentido, mas eles amam! E é isso que importa.

Um dos momentos que mais me marcou quando estávamos por lá foi quando estávamos saindo de um dos templos e passamos por várias famílias super arrumadas, indo pra alguma cerimônia. Aí nossa guia nos explicou que era uma Noviciation Ceremony.

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Pelo menos uma vez na vida os birmaneses tem que ser monges. E esse é o momento em que os pais entregam os filhos ao monastério. Aí as crianças e os pais usam essas roupas super coloridas e arrumadas e seguem numa espécie de carreata até o templo.

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Essa é uma menininha monge simpática demais que deu esse sorrisinho tímido pra foto e eu tive vontade de esmagar hahaha

Na verdade, as pessoas todas de lá são muito especiais e marcantes. Andando pela rua muitos quiseram tirar fotos com a gente. Daí a gente também pedia uma foteeenha né?

No segundo dia pegamos um barquinho pra ir pra um outro ponto da cidade, Mingun. Lá tem um templo enorme, um sino que você consegue até entrar dentro e um vilarejo que paramos até pra tomar um chá pra ficar conversando com a nossa guia. Voltamos de lá com o sol se pondo no rio, tomando uma cerveja local (que se chama Myanmar haha) e comendo um amendoim. A gente não precisava de mais nada!

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Hotéis em Mandalay

Nos últimos anos Mandalay ganhou muitos hotéis, mas ainda assim, as opções não são muitas. Foi o lugar que tivemos mais dificuldade de achar alguma coisa ok pela média de preço que a gente procurava. Ficamos no Hotel 8. Ele é bem simples, o custo benefício é ótimo e os funcionários são uns amores. Super prestativos! Além de ficar bem no centro.

Restaurantes

Chega uma hora que você enjoa da comida asiática. Quando cheguei em Mandalay eu tava nesse momento hahaha então comecei a catar no TripAdvisor onde poderíamos comer uma comidinha ocidental de boas. Comemos em dois lugares lá que eu quero recomendar aqui:

Bistro At 82nd

Como o nome diz, ele fica na 82ª rua. Bem pertinho do nosso hotel. Fomos num momento meio almoço meio jantar e só tinha turista. Mesmo assim, não muitos. A comida era bem gostosinha. Depois de comer, pegamos um vinho e fomos pra única mesinha que eles tem do lado de fora pra ver o movimento. Apesar do calorão, recomendo fazer isso.

Café City

Fomos lá depois do primeiro dia de passeio porque eu tava louca pra mandar ver num hamburguer hahaha chegando lá pedimos uma massa mesmo. Tava ótima! Esse só tinha a gente de turistas, o que é legal também. Eles também tem comida local por lá.

A comida local

Durante o passeio paramos pra comer em restaurantes locais. A comida de Myanmar foi a que menos gostamos. O problema de tudo é o cheiro, que é muito forte. Mas também nada que te impeça de comer hahaha vale a pena provar só pra ver qual é.

Nossa guia nos levou pra almoçar no Unique, que é beeem asiático. Foi o melhor rolinho primavera da viagem inteira.

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Espero ter inspirado vocês a irem pra Mandalay ❤

Próxima parada é Bagan!

Sudeste Asiático 2016/2017 – O roteiro

Aqui vos fala uma pessoa feliz da vida e plenamente realizada depois de 35 dias de uma aventura pelo outro lado do mundo. Quem me acompanha pelo Instagram deve ter sentido um pouquinho dessa felicidade por lá, eu acho. Porque tava transbordando!

Vai ter surra de post com todas as dicas dos cinco países que eu fui. Vou me esforçar pra tentar convencer todo mundo a comprar uma passagem asap 🙂

Pra começar, o mais pedido: o roteiro! Foram 5 países e 11 cidades

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Tailândia

Bangkok – 2 noites

Ayutthaya – 1 dia (saímos de Bangkok de manhã, passamos o dia lá e a noite pegamos o trem pra Chiang Mai)

Chiang Mai – 2 noites, mas eu ficaria mais uma.

Myanmar

Mandalay – 3 noites

Bagan – 3 noites

Laos

Luang Prabang – 3 noites, mas viveria uma vida lá vendendo miçanga hahaha

Camboja

Siem Reap – 3 noites

Filipinas

El Nido – 5 noites, mas ficaria mais uma.

Moalboal – 2 noites, mas não ficaria lá.

Oslob – 2 noites, mas ficaria 3 (pra compensar as que eu não ficaria em Moalboal e incluiria Bohol)

(Explicando: Moalboal e Oslob ficam a 2 horas de distância uma da outra. Todas as atrações são no meio do caminho entre as duas. Mas em Oslob que fica o mergulho com os tubarões baleia, que é as 6 da manhã. Apesar da cidade de Moalboal ter mais coisas pra fazer, ainda assim, ficaria só em Oslob pra não ter que madrugar e só iria em Moalboal pra uma das cachoeiras e almoçar por lá depois).

Boracay – 5 noites e tá bom porque se não você não volta vivo de tanta festa hahaha

 

Porque praia nas Filipinas e não na Tailândia? 

Quando fechamos o roteiro e todo mundo me perguntava se eu ia pras praias na Tailândia e eu dizia que não, que ia nas Filipinas, sempre ouvia um “aah” meio duvidoso. E essa acho que foi uma das melhores decisões da viagem.

Passamos as últimas duas semanas do ano na praia. Isso significa que é férias pra quase todo mundo. As praias tailandesas são lindas e muuuuito mais famosas que as filipinas. O que significa que normalmente, elas já recebem muitos turistas. Nessa época do ano então, vocês podem imaginar. É surra de chinês e suas câmeras enormes pra todos os lados. Confirmamos isso no vôo de volta (que parecia ter sido fretado pelo Brasil hahahaha só brasileiro) e deu até um alívio.

El Nido fica na ilha de Palawan e é um dos lugares mais lindos que eu já vi na minha vida. Moalboal e Oslob ficam em outra ilha, Cebu. Tem passeios bem específicos e diferentes pra fazer (cachoeiras de água azulzinha e o mergulho com tubarão baleia). E Boracay é a ilha mais cheia (ainda mais no Reveillon, que foi quando estivemos lá). É conhecida como a “Ibiza das Filipinas”. É festa todo dia. Perda de saúde mesmo hahaha mas depois você recupera.

De todas as cidades que fomos, só Boracay era bem cheia. O resto era uma paz! El Nido então, é um paraíso (ok, deu pra entender qual foi a minha preferida, né? Já inclui no seu roteiro?). Depois vou fazer um post falando mais de cada cidade.

Ah! E um bônus. Éramos pouquíssimos brasileiros por lá. Em Boracay então… Só tinha a gente praticamente.

Como chegar lá? 

Eu fui com uma amiga que mora em SP e tinha duas opções: ir de Emirates (saindo do Rio) ou de Ethiopian Airlines (saindo de SP). Na comparação, pra mim, o preço das duas era basicamente o mesmo. Pra ela, a Emirates sairia bem mais cara. Então pra não arriscar chegar do outro lado do mundo separadas, nem fazer uma viagem tão longa sozinhas (são quase 24 horas pra chegar em Bangkok. É chão e não é fácil, gente), escolhemos ir de Ethiopian Airlines.

Classe econômica é igual pra todas as cias, né gente. Não tem muita diferença. Mas a Ethiopian perde pontos num quesito muito importante: a televisãozinha. O touch é horrorosooooo! Não funciona nem por reza braba. Mas ai você pode controlar pelo controle na poltrona. Ai você escolhe o seu filme e só tem legenda em japonês, chines, etiopês (hahahah sei lá como é). Ethiopian, fica aqui o pedido de tantos brasileiros que voam com vocês a cada dois dias: legendas em português ❤ Nunca te pedi nada! Pra um vôo tão longo, entretenimento é essencial!

E o trajeto é seguinte. Tem vôo a cada dois dias saindo de Guarulhos sentido Adis Abeba (na Etiópia), com uma escala (sem sair do aviã0) em Lomé, no Togo. Gente, descer em Adis Abeba é uma experiência! Fiquei pirando nas roupas que as pessoas usavam. E é só isso que você vai ter pra fazer lá no aeroporto, porque ele é super simples. Depois de uma espera de umas 3 ou 4 horas, você pega uma avião sentido Bangkok. Esse avião foi BEM melhor que o primeiro, tanto na ida quanto na volta. Só não entendi porque se esse trecho é bem menor =/

Agora uma coisa que ficamos impressionadas é como teve comida. Muita comida. O tempo todo. A gente até recusava umas refeições de tanto que elas vinham hahaha. E a comida era bem ok até.

O preço da passagem foi R$3.800,00. Mas isso porque também tive que comprar o trecho Rio-SP. Se você sair direto de SP vai ser bem mais barato. Quando eu vi a Emirates tava R$3.700,00 saindo do Rio.

Como viajar por lá?

Existem muitas opções pra viajar lá por dentro do SE asiático. Usamos três cias: Air Asia (pra transitar entre Tailândia, Myanmar e Laos), Vietnam Airlines (quando fomos do Laos pro Camboja. Nosso vôo inicial era via Lao Airlines, mas ele foi cancelado e nos transferiram pra Vietnam Airlines, que é ótima! Acho que foi a melhor!). E nas Filipinas, Cebu Pacific e Philippines Airlines.

Gente, Cebu Pacific… Se conseguirem não pegar ela, façam isso. Foram quatro vôos com eles. TODOS atrasaram. Um deles atrasou três horas. E isso é MUITO chato. Perdemos um dia inteiro por causa disso.

Também tivemos as malas extraviadas em um dos vôos. Mas dessa tiramos um aprendizado. Era um vôo internacional de Siem Reap (Camboja) com parada em Manila (Filipinas) e depois Puerto Princesa (aeroporto pra ir pra El Nido). Aprendemos que assim que você chega num país você PRECISA retirar a mala da esteira e encaminhá-la pro despacho doméstico. Só que a mocinha lá em Siem Reap falou que teríamos que pegar as malas só em Puerto Princesa. OU SEJA, deu no que deu. Foram 2 dois e meio sem malas. Mas eu não sei o que aconteceu que eu tive um feeling que isso ia acontecer e tava com a mochila de mão lotada de roupas hahaha então deu tudo certo. A chegada da mala também foi uma emoção.

É importante saber que o extravio de mala é normal por lá. Uma amiga minha viajou pra lá e isso rolou com ela três vezes. Então a dica é: tenha sempre um backup na mão pra não passar sufoco. E se o sufoco rolar, não se deixe abalar. Chegar num lugar tão incrível e não curtir por causa de uma mala não faz sentido. Sugiro sair pra beber e brindar em homenagem a mala – foi o que fizemos hahaha Uma hora ela chega!

Na Tailândia o trecho Bangkok – Chiang Mai você pode fazer num trem noturno que é ÓTIMO! Ayutthaya fica pertinho de Bangkok e o trem faz parada lá pra seguir pra Chiang Mai. Então você pode ir de manhã de transfer e passar o dia lá fazendo um passeio e a noite embarca no trem pra Chiang Mai. No post da Tailândia falo mais sobre isso 😉

Roupas e Sapatos

Todos os lugares que fomos beiram a temperatura do inferno hahaha então o ideal é levar roupinhas frescas. Contando que você vai visitar templos e precisa cobrir os joelhos e ombros, mas sempre pensando no frescor.

Luang Prabang foi a única cidade que sentimos um frio mais forte de manhã e a noite. Mas aí um casaquinho e uma calça resolvem o problema. Bagan também é mais fresquinha nesses horários. Mas durante o dia é muuuuito calor em todos os lugares.

Sobre sapatos, você não vai precisar de NADA além de um par de chinelos. Nem pro avião. No avião uma meia resolve hahaha

Pensa que nos lugares de templos vocês vai ter que ficar tirando e botando o sapato. E na praia, você só precisa de um chinelo também.

No fim da viagem seu pé vai estar um nojo, mas o que não falta é opção de esfoliação pro pé em todos os lugares por lá hahahaha fizemos uma vez. É sofrido, mas fica lindo depois!

Obs: em Bangkok tem aqueles Rooftops que você pode ir pra jantar ou tomar drinks. Aí sim você precisa de um sapato mais arrumadinho. Pras meninas, uma rasteirinha resolve. Pros meninos, tem que ser sapato mesmo. Tênis não pode.

E lá é barato mesmo? 

Sim! Muito! As opções de comida, a hospedagem, as tralhas que você compra (negociando, sempre). A gente até deu uma ostentada comendo nuns lugares legaizinhos, ficando nuns hotéis maneiros. Mas mesmo assim… tudo super em conta (Brasil dá até uma vergonha nesse quesito de tão mais caro que é).

Você fica enlouquecido mesmo e só pensa em voltar pra lá? 

SIM! SOCORRO! JÁ TO QUASE COMPRANDO A PASSAGEM PRO ANO QUE VEM!

Aguardem os próximos posts com surras de informações e fotos! Ai, tô animada!

Pra Que Lado… é o Mundo: Jericoacoara

Pra embalar o post, dê o play nessa playlist aqui:

Agora senta que o post é longo, com muitas fotos e cheeeeeeio de saudades do melhor Réveillon da minha vida.

Naquele famoso papo que começa a surgir lá pra meados de agosto e setembro “e o Ano Novo?”, uma amiga paulista disse que estava pensando em ir pra Jeri. Mas que tinha que comprar tudo logo porque ia acabar rápido. Convoquei as amigas do Rio, compramos e fomos. E assim nos tornamos as representantes cariocas da vila de Jericoacoara durante a semana do Ano Novo. Eram só paulistas e a gente. hahahaha Foi incrível!

Parece que foi o primeiro ano que Jeri recebeu essas festas enormes e, sinceramente, acho que a coisa por lá só tende a melhorar. Então se você quiser ir pelas festas, eu super recomendo também!

Mas nem só de zueeeeira foi feita essa semana. Jeri é um lugar lindo, com dunas INCRÍVEIS (sério, curti mais as dunas do que o mar hahaha), um pôr do sol espetacular, vários restaurantes e, se você curte uns esportes radicais, lá tem vento pra dar e vender. Muita gente faz Kite e Wind Surf. Preferi não arriscar hahaha

Passeios

Bem, ficamos lá por uma semana e foram quatro dias de festas open bar. LOGO, não deu pra fazermos muuuuitos passeios emocionantes de buggy correndo na velocidade da luz, porque né… hahahaha Aí acabamos aproveitando mais a praia em Jeri mesmo.

Mas no primeiro dia, contratamos dois buggys e fomos fazer o passeio clássico pelas Lagoas Azul e do Paraíso. O passeio também passava pela Pedra Furada e pela Árvore da Preguiça. Nas lagoas vocês encontram aquelas famosas redes que ficam dentro da água, que não dão a menor vontade de sair dalí. Nesse dia almoçamos na Lagoa do Paraíso, que tinha uma comida okay. A gente pediu um aipim (ou mandioca ou macaxeira haha) na Lagoa Azul que tava MUITO bom. Suspeito que a comida de lá seja melhor. Pagamos 250 reais por carrinho, que fica com você das 9:00 as 16:00. Cabem até quatro pessoas por Buggy.

 

Também existem outros passeios que dizem ser bem legais. Fiquei com muita vontade de fazer o pra Praia da Tatajuba, que também tem as redes no mar. Fica pra próxima.

Uma coisa imperdível pra se fazer em Jeri é subir na Duna do Pôr do Sol pra assistir, bem, o sol se pôr. hahaha É lindo! E tem aquele momento cafonaqueagenteama de aplaudir o fim do espetáculo ❤

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Quando a maré baixa em Jeri (que é praticamente o dia todo. Você precisa andar toda uma vida até conseguir mergulhar no mar hahaha), andando um pouco mais pro canto direito da praia tem umas pedras. No meio dessas pedras se formam umas piscininhas naturais que são uma delícia de passar o fim de tarde. Pode ir pra lá umas 15:00.

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Onde comer

Durante o dia ficamos muito pelos beach clubs que tem na beira da praia, então a gente sempre acabava almoçando por ali. Sinceramente, não amei nenhum. A gente comeu no My Blue (que também é um hotel bem bonito de lá) e no Club Ventos. Se você tiver por esses e suuuuuper de boas, sem vontade de levantar da cadeira, ok. Pode comer por lá. Se não, recomendo que você petisque alguma coisa e almoce depois em outro lugar. No restaurante do My Blue eu comi uma casquinha de siri que estava muito boa! Se você curte, pode pedir!

Nosso restaurante preferido, tanto que fomos mais de uma vez e, inclusive, fizemos nossa ceia de Réveillon, é o Tamarindo.

Na frente do Tamarindo tem a Cachaçaria, que é a coisa MAIS FOFA! Enquanto a gente estava na fila esperando a mesa, não resistimos e fomos lá tomar uma cachacinha antes de jantar hahaha Pra abrir o apetite, né mores? hahahahha

Outro lugar clássico de lá é a creperia Naturalmente. Realmente, o crepe é uma delícia MAS o atendimento deixou beeeem a desejar. Talvez seja pela demanda bizarra da semana do ano novo ou talvez tenha sido azar nosso. Vá pelo crepe que vale a pena. Mas leve um pouquinho de paciência com você.

Última dica e, talvez, a mais relevante desse post é o SORVETE de Jeri. Lá tem uma sorveteria chamada Gelato e Grano que P$%A QUE P*#&U! Vá, prove todos os sabores e seja feliz. Foi a única comida que eu tirei foto:

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SDDS leite ninho com nutella ❤

Onde ficar

Esse tópico é SUPER relativo. Depende muito do tipo de viagem que você quer fazer. Éramos seis meninas, fechamos a viagem um pouco tarde (no fim de agosto já era um pouco tarde), então ficamos em um hostelzinho chamado Villa Chic. O pessoal de lá é MUITO legal, o café da manhã é bem simples, mas muito gostosinho e o preço é ótimo!

Mas Jeri tem opções para todos os tipos de viagem. Dá uma catada no TripAdvisor pra encontrar o que tem mais a ver com você.

Como chegar

Jeri fica a algumas horas de Fortaleza, então o seu vôo deve ir pra lá. Pra chegar na vila, você pode pegar um ônibus, que demora umas sete horas ou fazer como a gente fez: fechar um transfer particular de 4×4, que dura umas quatro.

Você pode falar com a sua pousada que eles vão reservar o transfer para você. O nosso custou R$600,00 cada perna. E cabem quatro pessoas no carro, então deu R$150,00 pra cada uma por trecho, R$300,00 no total.

Tem que ser 4×4 porque uma parte da viagem é pelas dunas, então não é qualquer carro que aguenta passar sem atolar.

 

No mais, Jeri é um lugar muito lindo e que vale super a pena visitar.

Agora, fotos da zueira. De leve.

Beijos e feliz ano novoooo!

Pra Que Lado… tem Rolézinho: Em São Paulo

Bloqueio criativo. É isso.

Sabe quando você senta na frente do computador sabendo tudo o que tem pra falar, mas as palavras simplesmente não saem? Ou não fazem sentido juntas? Foi isso que aconteceu essa semana. Eu já sabia que queria fazer um post reunindo fotos e dicas de coisas que vi por SP, mas não tava conseguindo passar pra cá. Aí achei melhor esperar um pouquinho e pronto. Acho que agora vai 🙂

Uma amiga querida da agência antiga foi transferida pro escritório de SP e aí combinei de ir lá passar um fim de semana com ela pra conhecer a casa nova e tal. Também sempre ia pra SP por algum motivo específico e nunca consegui ver a cidade. Tem tanta coisa legal pra fazer que merecia um fds por lá (e esses dias descobri que preciso de mais que um fds, na verdade hahaha é muita coisa).

Ela tá morando na Vila Madalena, então andamos muito por lá. CARA, QUE BAIRRO FOFO. A cada esquina era um “own” novo hahaha. Começamos a turistagem pelo Beco do Batman, onde tem vários grafites. Eu já tinha ido lá uma vez, mas quis ir de novo pra tirar mais fotos pra postar aqui.

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Nessa de tirar muitas fotos de paredes grafitadas, criei mais uma hashtag lá no Instagram, a #praqueladotemgrafite. Já tem várias fotos lindas. Marca a sua também 🙂

Aí, continuando o passeio pelo bairro, fomos tomar café da manhã (o primeiro dela e o meu terceiro do dia. Vocês precisam saber que eu sou meio sem limites quando o assunto é comida hahaha ops) no Lá da Venda. É um restaurante, mas também é uma lojinha de coisas pra casa. Tem um buffet liberado de R$39 ou você pode pedir as coisas separadamente. Bem gostosinho.

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De lá, seguimos pra Estação da Luz e fomos na Pinacoteca e no Museu da Língua Portuguesa. Os dois são de graça aos sábados e valem muito a visita.

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Almoçamos num restaurante levemente roots, mas bom PRA CAR$@$# chamado Riconcito Peruano. Confia e vai. E a noite, num barzinho pela Vila, o Sabiá.

No domingo passeamos pela Liberdade que, olha, é meio programa de índio hahaha. Rola uma feirinha com comidas, mas é MUITO cheio e até um pouquinho irritante. Aproveitei pra comprar uns biscoitos loucos pra levar pra galera do trabalho e não engordar sozinha 🙂

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Esse Zangle é o melhor de todos. O do ursinho também é bom. O palitinho não venceu.

Ainda voltei pro Rio com vários lugares na listinha pra conhecer, então, em breve, estarei lá novamente. Se tiverem dicas de lugares pra conhecer por lá, deixa aí nos comentários 😉

Pra Que Lado… é o Mundo: Chapada dos Veadeiros

Alerta de post com MUITAS fotos, muito verde e muita beleza.

Antes de começar a falar da Chapada, quero incentivar aqui o desprendimento e o “se jogar” para viagens inesperadas e com pessoas totalmente novas na sua vida.

Um belo dia, conversando com uma amiga do trabalho, ela me disse que ia no feriado pra lá com uns amigos e me chamou. Demorei 24 horas pra pensar se seria legal ou não viajar com pessoas que eu nunca tinha visto na vida. Aí entrei no site da TAM e a passagem tava com um preço ok. Pensei por 2 minutos, comprei e fui sem nem saber direito onde eu ia ficar, já que o pessoal já tinha fechado quase tudo. E foi incrível!

Moral da história, se algo parecido acontecer com você, não deixe a oportunidade passar. The end. hahaha

Agora vamos lá que tem muita coisa pra falar!

1. What the fuck is Chapada dos Veadeiros? 

A Chapada é uma região no meio do cerrado de Goiás e é Patrimônio Natural da Humanidade desde 2001. Já teve vários garimpos e hoje atrai turistas pelas trilhas, cachoeiras e visual incrível.

 

2. Entendi. E como eu chego lá? 

Brasília é a capital mais próxima. Então você pode pegar um avião até lá e ir de carro até Alto Paraíso, o que dá mais ou menos umas duas horas e meia (são uns 240 kms). Alto Paraíso é uma das cidades da Chapada. Prepare-se pra babar pela estrada. É uma das mais lindas que eu já vi. Acho que me apaixonei pelo Cerrado hahahahaProcessed with VSCOcam with c1 preset

3. Qual o melhor lugar pra se hospedar?

Antes de eu ir, muitas pessoas vieram me falar: “você pre-ci-sa ficar em São Jorge. Não fica em Alto Paraíso”. E eu só pensava “ai, tomara que o pessoal tenha fechado a pousada nessa tal de São Jorge”. E, como a galera era esperta, foi lá que ficamos. São Jorge é uma vila sem asfalto, mas muito, muito fofa. É lá que fica a entrada pro Parque Nacional, e é lá que rolam várias festas, barzinhos e restaurantes. Além do artesanato local. Quando eu voltar, vou ficar lá de novo com certeza.

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4. As trilhas são tensas? 

Não vou te enganar, tem umas que são sim. Mas nada desesperador, dá pra fazer numa boa. Mas não faça como eu e acredite na força do sol do Cerrado. As marcas de sol da mochila, da manga da blusa, do short… nada disso é legal e eu voltei pro Rio com todas elas =/ hahaha Leve também água e um lanchinho.

Ah! Algumas trilhas são cheias de pedras e obstáculos no chão e, por causa disso, você acaba esquecendo que dar uma olhadinha na vista. Aqui fica o meu lembrete: anda um pouquinho, olha pra cima, anda um pouquinho, olha pra cima.

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5. Vamos falar das cachoeiras? Vamos! 

– Vale da Lua

O Vale fica numa propriedade privada e, por isso, você precisa pagar R$20,00 pra entrar. Fica a uns 10 kms de São Jorge e, uma vez lá, você faz uma trilha de uns 800 metros até chegar na cachoeira/piscininha. Acho que o Vale da Lua, por ter um acesso tão fácil, parece ser o mais cheio. Todo o chão do Vale é formado por pedras meio arredondadas, que fazem você sentir como se tivesse pisando na Lua.

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– Parque Nacional

Pra entrar no Parque é importante chegar bem cedo (umas 9:00, no máximo), principalmente se você for num feriado. Quando chega a um número x de pessoas ninguém mais entra. Lá dentro você pode escolher entre algumas trilhas. Nós fizemos a da Cachoeira das Cariocas e Cânion 2. Se prepara que é muito chão e sol na cabeça. São 5 kms até o destino final, mas o mergulho na água geladinha resolve tudo. Só não esquece que você vai ter que voltar todos os 5 kms de novo 🙂

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– Cachoeira de Santa Bárbara

No terceiro dia fomos para Cavalcante, que é outra cidade também da Chapada. São uns 100 kms de distância, saindo de Alto Paraíso. Vá cedo pra conseguir aproveitar bem o dia.

Em Cavalcante fica uma das cachoeiras mais famosas da Chapada toda, a Santa Bárbara. A fama fica por conta da água azulzinha cristalina e linda. Pra chegar nela, você vai pegar uma estrada de terra TENSA, mas vai na fé. Rola um esquema na cidade de que você precisa ter um guia pra chegar na cachoeira, mas nosso carro tava cheio e não cabia nenhum guia. Fomos sem e sobrevivemos.

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Quando a gente chegou na cachoeira, ela tava assim, vazia. Cinco minutos depois, lotou. Pelo menos deu tempo de tirar essa foto.

– Cachoeira da Capivara

Já que o caminho até a Santa Bárbara não é fácil, aproveita que tá por ali e não deixe de ir na Cachoeira da Capivara. É ali pertinho. Pode não ter a água azul, mas eu achei mais bonita e diferente. São vários níveis de queda d’água e trilhas pra vocês conseguir ver todos eles.

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Esse abismo da foto acima, na verdade, cai aqui:

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– Cataratas dos Couros

Na volta pra Brasília, entrando numa estrada de terra complicada de uns 30 kms, você chega nas Cataratas dos Couros.

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Piscininha das boas!

Um feriado de quatro dias foi super curtinho pra conseguir ver tudo que eu queria ver, mas COMO valeu a pena. Realmente, aquele lugar tem uma energia fora do comum. Baterias recarregadas por tempo indeterminado.

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Pra Que Lado… tem Inspiração: Decorando com o Airbnb

Sempre que começo um planejamento de viagem gosto de fazer duas coisas: passear pela cidade pelo Google Street View pra já ir me ambientando e procurar um apartamento no Airbnb.

Eu acabei de mudar de emprego, o que significa que não vai ter viagem esse ano ….(um minuto de silêncio)… MAS temos feriados e, por isso, já comecei a catar algum lugar mais perto que dê pra ir rapidinho. Tomara que role!

E, nessas de ficar planejando e catando um apartamento, comecei a surtar com as decorações do APs disponíveis pelo Airbnb. Isso aconteceu ano passado e está se repetindo agora. É (quase) tudo tão lindo que dá vontade de copiar tudo (isso porque eu nem tenho a minha casa ainda).

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Amei esses bancos e esse vermelho da cozinha quebrando o brancão do resto da sala.

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Essa cozinha não passa uma sensação de que você tá no campo, mas ali dentro tá super quentinho? Mas não é no campo, e sim em Roma.

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AMEI essa cozinha com paredes de vidro. Ficou com cara de restaurante, mas ainda assim, aconchegante.

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Essa ideia aqui de cima já tá anotada pra quando eu tiver minha casa própria. Comprar uma escada, pintar e pendurar as toalhas do banheiro nela.

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Tá sem espaço no armário? Pendura uma cadeira na parede e faz ela de arara!

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Tô doida pra fazer essa galeria de quadros no meu quarto. Também amei essa estante que entra na parede.

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Achei lindos esses azulejos coloridos espaçados. Uma opção diferente pra quem quer dar uma cara nova para os azulejos do banheiro.

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Não dá vontade de morar neles? Já fiquei três vezes em viagens em apartamentos alugados pelo Airbnb e é, sem dúvida, a maneira mais legal de curtir a cidade. Parece que você mora lá mesmo, sabe? Eu adoro fingir que sou local hahahaha

E ainda dá pra tirar muitas ideias legais de decoração. Se você tiver de bobeira, recomendo a visita. É até legal fazer um estudo pra identificar as diferenças que acontecem de cidade pra cidade. Em NY tem muito loft, em Paris, muitos APs com mezanino, em Lisboa, vários azulejos dentro de casa ❤ Em Buenos Aires, os APs são meio modernetes, em Roma, mais rústicos.

Ai, enfim, vai lá e viaja um pouquinho você também hahaha