Mandalay – Myanmar

Estou numa seríssima crise com o meu Iphone e o Icloud e, por isso, as minhas fotos da Tailândia estão presas em algum lugar da nuvem e eu não consigo acessar (estou calma por fora, chorando aos prantos por dentro). Assim que eu conseguir uma ajuda divina de Steve Jobs ~ ou de algum funcionário da Apple ~ escrevo o post das cidades da Tailândia. Então, já começando disruptivamente e fora de ordem, vamos falar de Myanmar ❤

Pra começar as dicas, a primeira de todas é: vá logo pra Myanmar.

O país viveu por muito tempo completamente fechado para o mundo. No período em que a globalização correu solta e tudo mudou tão rápido, eles estavam lá fechados, vivendo num mundo que era só deles. Sem contato, sem turismo, sem nada. Até 2010 era super difícil entrar no país. Muitos turistas eram barrados e o visto era quase impossível de se conseguir.

By the way, o visto. Hoje é SUPER fácil. Só entrar nesse site aqui, fazer a solicitação, pagar (50 dólares) e esperar que ele chega pra você por e-mail alguns dias depois.

Continuando… em 1988 eles sofreram um Golpe Militar e só no ano de 2010 esse regime acabou. Sentimos que isso influencia muito a forma como os Birmaneses se comportam perante a nós turistas. Acho que submissão por ser uma palavra forte, mas muitas vezes nos sentimos rainhas e ficamos até incomodadas. Em Mandalay, principalmente, onde o turismo não é tão forte quanto Bagan e Yangon, sentimos isso ainda mais forte. A pureza deles é inexplicável. Só indo pra lá (o quanto antes) pra ter essa sensação.

Em 2015, enfim, eles tiveram uma eleição democrática e 2016 um governo escolhido pela população assumiu. Então estar lá em 2016 foi ainda mais especial ❤

Pegamos um vôo saindo de Bangkok em direção a Mandalay. Fomos de Air Asia e o vôo não passa de duas horas. Ida e volta de Mandalay pra Bangkok foi R$750,00 (vou sempre colocar os preços dos vôos nos posts pra dar uma noção de custo pra vocês. O que encareceu a nossa viagem foram os vôos. De resto, tudo é muito barato).

As ruas de Mandalay são numeradas (tipo NY), então nesse sentidos, é super fácil de andar por lá. PORÉM, é muuuuuuuita moto! Caótico! Pra atravessar a rua você entrega pra deus e se joga hahahaha se não você não consegue atravessar nunca.

Ficamos 3 noites em Mandalay. No primeiro dia chegamos um pouquinho depois do almoço, mas resolvemos almoçar o lanche do avião e passear. Saímos as duas de short. Paramos a cidade. hahaha Tive muita vontade de voltar no hotel pra trocar de roupa, mas acabamos desistindo. No início me senti zero segura, mas era só uma questão de que ser ocidental, com o cabelo pseudo loiro, de short e andando ali no meio deles… era muita coisa nova ao mesmo tempo. Todo mundo olhava pra gente, mas era só a gente dar um “hi”e um sorriso, que recebíamos de volta um sorriso ou até uma gargalhada tímida. Se isso não é amor, não sei o que pode ser!

Fomos passear no Zay Cho Market, um mercado que tinha perto do nosso hotel. Não vá esperando um night market como os que tem os outros países. Mas vá esperando muitas pessoas por metro quadrado, muitas motos, muitos tecidos pra fazer os longyis (a saia que homens e mulheres usam por lá), muita comida de rua (que não tivemos coragem).

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Nesse mercado compramos nossos longyis, que usamos nos dias que ficamos por lá (e trouxemos pro Brasil pra fazer saias lindonas ❤ ). Depois fomos jantar e dormir cedo. Até porque tudo fecha por volta de 22:00. Não tem muito o que fazer.

(Vou reunir as dicas de restaurantes no fim do post)

Ficamos dois dias inteiros em Mandalay. Como é super difícil achar na internet o que fazer por lá, achamos melhor fechar um guia pra nos acompanhar durante o dia e foi a melhor coisa! Tínhamos um motorista e uma guia fofa-toda-vida que cuidavam da gente, nos ensinavam tudo. E nos davam até toalinhas pra limpar os pés depois de andarmos descalças pelos templos.

Pra fechar com eles também, manda um e-mail pra tour@onestop-myanmar.com e fala pra fechar o tour com a Ma Thin Thin Nwe. O tour de dois dias foi 122 dólares por pessoa. Não é o mais baratinho, mas acredite. Fazer por conta própria e ver tudo é quase impossível.

Então começamos o dia visitando um monastério. Chegamos lá no momento em que os monges formam um fila, recolhem doações e vão almoçar.

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Seria emocionante, se não tivesse um monte de turistas enfiando suas câmeras gigantes na cara dos monges como se eles fossem uma atração de circo. Ficamos bem incomodadas. Dava vontade de gritar “oooooooooou sai daí!” hahaha

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Agora a partir daqui, não lembro a ordem dos lugares que eu fui. Então seguem imagens de lugares lindos em ordem completamente aleatória hahaha

U-Bain Bridge

Diz que é a maior ponte de madeira do mundo. O pôr do sol de lá é lindo! Embaixo da ponte tem bastante lixo e isso é meio bad =/ Acho que quando o turismo em Mandalay for mais forte, vai ser o lugar mais visitado com certeza. Quando estávamos lá vimos basicamente pessoas de lá mesmo curtindo o fim do dia.

Kuthodaw Pagoda

Quando vi fotos das pagodas de Mandalay essa foi a que eu fiquei mais louca pra ir. Amo/sou coisas simétricas e cheguei lá já pronta pra tirar essas fotos hahaha

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U Min Thonze Pagoda

A mais querida e amada entre as fotos que postei em Mandalay. Realmente é linda mesmo!

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Sutaungpyei Pagoda

No alto do Mandalay Hill fica essa pagoda que, pra mim, é a mais linda. Super colorida, cheia de mosaicos, com uma vista 360 da cidade.

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Mandalay Hill visto de longe

Sagaing Hill Temple

Em outro morro da cidade, também com uma vista linda e super colorido ❤

Os templos de Mandalay são os mais coloridos que vimos nesse tour pela Asia. A decoração que os Birmaneses fazem no altar que eu não curti muito. Rolam umas luzes neon que não fazem muito sentido, mas eles amam! E é isso que importa.

Um dos momentos que mais me marcou quando estávamos por lá foi quando estávamos saindo de um dos templos e passamos por várias famílias super arrumadas, indo pra alguma cerimônia. Aí nossa guia nos explicou que era uma Noviciation Ceremony.

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Pelo menos uma vez na vida os birmaneses tem que ser monges. E esse é o momento em que os pais entregam os filhos ao monastério. Aí as crianças e os pais usam essas roupas super coloridas e arrumadas e seguem numa espécie de carreata até o templo.

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Essa é uma menininha monge simpática demais que deu esse sorrisinho tímido pra foto e eu tive vontade de esmagar hahaha

Na verdade, as pessoas todas de lá são muito especiais e marcantes. Andando pela rua muitos quiseram tirar fotos com a gente. Daí a gente também pedia uma foteeenha né?

No segundo dia pegamos um barquinho pra ir pra um outro ponto da cidade, Mingun. Lá tem um templo enorme, um sino que você consegue até entrar dentro e um vilarejo que paramos até pra tomar um chá pra ficar conversando com a nossa guia. Voltamos de lá com o sol se pondo no rio, tomando uma cerveja local (que se chama Myanmar haha) e comendo um amendoim. A gente não precisava de mais nada!

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Hotéis em Mandalay

Nos últimos anos Mandalay ganhou muitos hotéis, mas ainda assim, as opções não são muitas. Foi o lugar que tivemos mais dificuldade de achar alguma coisa ok pela média de preço que a gente procurava. Ficamos no Hotel 8. Ele é bem simples, o custo benefício é ótimo e os funcionários são uns amores. Super prestativos! Além de ficar bem no centro.

Restaurantes

Chega uma hora que você enjoa da comida asiática. Quando cheguei em Mandalay eu tava nesse momento hahaha então comecei a catar no TripAdvisor onde poderíamos comer uma comidinha ocidental de boas. Comemos em dois lugares lá que eu quero recomendar aqui:

Bistro At 82nd

Como o nome diz, ele fica na 82ª rua. Bem pertinho do nosso hotel. Fomos num momento meio almoço meio jantar e só tinha turista. Mesmo assim, não muitos. A comida era bem gostosinha. Depois de comer, pegamos um vinho e fomos pra única mesinha que eles tem do lado de fora pra ver o movimento. Apesar do calorão, recomendo fazer isso.

Café City

Fomos lá depois do primeiro dia de passeio porque eu tava louca pra mandar ver num hamburguer hahaha chegando lá pedimos uma massa mesmo. Tava ótima! Esse só tinha a gente de turistas, o que é legal também. Eles também tem comida local por lá.

A comida local

Durante o passeio paramos pra comer em restaurantes locais. A comida de Myanmar foi a que menos gostamos. O problema de tudo é o cheiro, que é muito forte. Mas também nada que te impeça de comer hahaha vale a pena provar só pra ver qual é.

Nossa guia nos levou pra almoçar no Unique, que é beeem asiático. Foi o melhor rolinho primavera da viagem inteira.

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Espero ter inspirado vocês a irem pra Mandalay ❤

Próxima parada é Bagan!

Pra Que Lado… é o Mundo: Chapada dos Veadeiros

Alerta de post com MUITAS fotos, muito verde e muita beleza.

Antes de começar a falar da Chapada, quero incentivar aqui o desprendimento e o “se jogar” para viagens inesperadas e com pessoas totalmente novas na sua vida.

Um belo dia, conversando com uma amiga do trabalho, ela me disse que ia no feriado pra lá com uns amigos e me chamou. Demorei 24 horas pra pensar se seria legal ou não viajar com pessoas que eu nunca tinha visto na vida. Aí entrei no site da TAM e a passagem tava com um preço ok. Pensei por 2 minutos, comprei e fui sem nem saber direito onde eu ia ficar, já que o pessoal já tinha fechado quase tudo. E foi incrível!

Moral da história, se algo parecido acontecer com você, não deixe a oportunidade passar. The end. hahaha

Agora vamos lá que tem muita coisa pra falar!

1. What the fuck is Chapada dos Veadeiros? 

A Chapada é uma região no meio do cerrado de Goiás e é Patrimônio Natural da Humanidade desde 2001. Já teve vários garimpos e hoje atrai turistas pelas trilhas, cachoeiras e visual incrível.

 

2. Entendi. E como eu chego lá? 

Brasília é a capital mais próxima. Então você pode pegar um avião até lá e ir de carro até Alto Paraíso, o que dá mais ou menos umas duas horas e meia (são uns 240 kms). Alto Paraíso é uma das cidades da Chapada. Prepare-se pra babar pela estrada. É uma das mais lindas que eu já vi. Acho que me apaixonei pelo Cerrado hahahahaProcessed with VSCOcam with c1 preset

3. Qual o melhor lugar pra se hospedar?

Antes de eu ir, muitas pessoas vieram me falar: “você pre-ci-sa ficar em São Jorge. Não fica em Alto Paraíso”. E eu só pensava “ai, tomara que o pessoal tenha fechado a pousada nessa tal de São Jorge”. E, como a galera era esperta, foi lá que ficamos. São Jorge é uma vila sem asfalto, mas muito, muito fofa. É lá que fica a entrada pro Parque Nacional, e é lá que rolam várias festas, barzinhos e restaurantes. Além do artesanato local. Quando eu voltar, vou ficar lá de novo com certeza.

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4. As trilhas são tensas? 

Não vou te enganar, tem umas que são sim. Mas nada desesperador, dá pra fazer numa boa. Mas não faça como eu e acredite na força do sol do Cerrado. As marcas de sol da mochila, da manga da blusa, do short… nada disso é legal e eu voltei pro Rio com todas elas =/ hahaha Leve também água e um lanchinho.

Ah! Algumas trilhas são cheias de pedras e obstáculos no chão e, por causa disso, você acaba esquecendo que dar uma olhadinha na vista. Aqui fica o meu lembrete: anda um pouquinho, olha pra cima, anda um pouquinho, olha pra cima.

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5. Vamos falar das cachoeiras? Vamos! 

– Vale da Lua

O Vale fica numa propriedade privada e, por isso, você precisa pagar R$20,00 pra entrar. Fica a uns 10 kms de São Jorge e, uma vez lá, você faz uma trilha de uns 800 metros até chegar na cachoeira/piscininha. Acho que o Vale da Lua, por ter um acesso tão fácil, parece ser o mais cheio. Todo o chão do Vale é formado por pedras meio arredondadas, que fazem você sentir como se tivesse pisando na Lua.

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– Parque Nacional

Pra entrar no Parque é importante chegar bem cedo (umas 9:00, no máximo), principalmente se você for num feriado. Quando chega a um número x de pessoas ninguém mais entra. Lá dentro você pode escolher entre algumas trilhas. Nós fizemos a da Cachoeira das Cariocas e Cânion 2. Se prepara que é muito chão e sol na cabeça. São 5 kms até o destino final, mas o mergulho na água geladinha resolve tudo. Só não esquece que você vai ter que voltar todos os 5 kms de novo 🙂

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– Cachoeira de Santa Bárbara

No terceiro dia fomos para Cavalcante, que é outra cidade também da Chapada. São uns 100 kms de distância, saindo de Alto Paraíso. Vá cedo pra conseguir aproveitar bem o dia.

Em Cavalcante fica uma das cachoeiras mais famosas da Chapada toda, a Santa Bárbara. A fama fica por conta da água azulzinha cristalina e linda. Pra chegar nela, você vai pegar uma estrada de terra TENSA, mas vai na fé. Rola um esquema na cidade de que você precisa ter um guia pra chegar na cachoeira, mas nosso carro tava cheio e não cabia nenhum guia. Fomos sem e sobrevivemos.

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Quando a gente chegou na cachoeira, ela tava assim, vazia. Cinco minutos depois, lotou. Pelo menos deu tempo de tirar essa foto.

– Cachoeira da Capivara

Já que o caminho até a Santa Bárbara não é fácil, aproveita que tá por ali e não deixe de ir na Cachoeira da Capivara. É ali pertinho. Pode não ter a água azul, mas eu achei mais bonita e diferente. São vários níveis de queda d’água e trilhas pra vocês conseguir ver todos eles.

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Esse abismo da foto acima, na verdade, cai aqui:

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– Cataratas dos Couros

Na volta pra Brasília, entrando numa estrada de terra complicada de uns 30 kms, você chega nas Cataratas dos Couros.

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Piscininha das boas!

Um feriado de quatro dias foi super curtinho pra conseguir ver tudo que eu queria ver, mas COMO valeu a pena. Realmente, aquele lugar tem uma energia fora do comum. Baterias recarregadas por tempo indeterminado.

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Pra Que Lado… tem Rolézinho: Palácio Guanabara

Quem me acompanha no Instagram deve ter visto que sábado passado eu fui fazer um passeio pelo Palácio Guanabara. Eu AMO turistar pelo Rio. Na verdade, eu amo turistar de forma geral, mas aqui no Rio o gostinho é melhor. Não sei explicar.

Numa dessas, minha mãe me chamou pra fazer uma visita guiada pelo Palácio Guanabara. Lembro que ia muito lá quando a minha sobrinha mais velha era pequena e todos os domingos eles abriam as portas e tinham uns brinquedos pelo jardim. Mas acho que mudou o governador e isso acabou.

Agora dá pra fazer essas visitas guiadas pelo Palácio inteiro. É legal pra saber um pouco mais da história. Das coisas que já aconteceram por lá.

Ele foi construído em 1853 e vendido para a família imperial em 1864. Então, ele foi reformado pra abrigar a Princesa Isabel e o Conde D’Eu e ficou conhecido como “Paço Isabel”. Eles plantaram algumas espécies mais exóticas por lá, inclusive o corredor de palmeiras imperiais.

Foi em 1890 que ele começou a se chamar Palácio Guanabara, virou repartição militar, moradia de alguns presidentes, abrigou o gabinete do prefeito do Rio e, em 1960, virou a sede do Governo do Estado. A sala do governador tem vista pro jardim. Mó bad. Só que não.

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Algumas curiosidades que anotei por lá (se tiver algo errado, comenta aí! hahaha):

– Ter palmeiras em casa era status e mostrava que você era próximo da monarquia.

– O corredor de palmeiras imperiais do jardim do Palácio é uma continuação do corredor de palmeiras da Rua Paissandú. O corredor na rua servia para guiar a chegada até o Palácio, a partir da Praia do Flamengo.

– Igrejas de uma torre só: algumas igrejas bem conhecidas aqui no Brasil tem uma torre só e não duas (e isso pra quem tem TOC é um pouquinho atordoante). Isso porque Portugal cobrava impostos bizarros para construções finalizadas e, então, deixar a igreja “inacabada” era uma maneira de não ter que pagar. A capelinha do Palácio Guanabara é dessas.

– Pézão é botafoguense. Tem uma bandeira na mesa dele. hahaha

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Se você ficou interessado em fazer esse passeio, não existe um site (pois é), mas existe um e-mail, pelo qual você pode se informar e agendar: visitaguiada@casacivil.rj.gov.br

Pra Que Lado… é o Mundo: Praga e Lisboa

Olááá pessoal,

Estamos chegando ao fim dessa epopéia européia! Juntei os dois últimos destinos (apesar de um não ter nada a ver com o outro) porque fiquei muuuito pouquinho em cada um, então não tenho mega dicas. Mas tenho poucas e boas!

 

Praga

Originalmente, ficaria em Praga por duas noites, mas graças a fofinha da Deutsche Bahn (que opera os trens e alguns metrôs da Alemanha e estava em greve), acabei ficando uma noite só. Como o nosso vôo pra Lisboa saía de lá só as 8 da noite, ficamos um pouco mais que 24 horas por lá.

Antes de começar a falar de Praga, quero falar da viagem até lá. Saindo de Berlin, dá um pouquinho mais que quatro horas de viagem de trem. E, sério, foi uma das viagens de trem mais lindas que já fiz. O trilho margeia um rio durante quase toda a viagem, em um certo momento, passamos por um campo cheeeeio de girassóis. Coisa linda ❤

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Praga é uma cidade super bonitinha, mas LOTADA de turistas. Isso me incomoda um pouco. A paisagem sempre fica um pouco poluída com aquele monte de gente com as câmeras mirando pra todos os lados. Ainda mais porque a zona turística de Praga é bem pequena então não tem muito pra onde fugir.

E claro que uma cidade lotada de turistas concentra vários engana-turistas. A moeda em Praga não é o Euro e sim a Coroa Tcheca. Com um Euro você compra 27 Coroas (isso quando a gente foi, mas acho que não é uma taxa com variação muito alta). Logo na estação de trem (e acredito que no aeroporto também) você já encontra algumas casas de câmbio. Nós, mal informados, trocamos na primeira que entramos e não vimos que eles cobravam 19% de comissão. NÃO FAÇAM ISSO! Nem para pegar o taxi até o hotel/casa/hostel. O taxi que a gente pegou aceitava Euro e na cidade tinha 500 mil casas de câmbio que tinham a mesma cotação e não cobravam comissão. Ódio!

Muitos restaurantes e lojas lá também aceitam Euro, então sugiro que você só troque suas Tchequinhas quando for precisar delas de fato. Quando estava acabando nosso tempo em Praga saímos que nem loucos tentando gastar tudo que tínhamos trocado.

Sobre as atrações de Praga, as que mais gostei foram a Ponte Carlos, que tem uma vista super bonita, e o Castelo de Praga. E, sinceramente, é isso. Ai, não me matem, mas acho que tem tantos lugares mais interessantes no mundo pra conhecer… Mas que a cidade é uma gracinha, isso é.

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Lisboa

Pelo roteiro que a gente fez, Lisboa seria um peixe fora d’água, completamente diferente das outras cidades. Como viajamos de TAP e teríamos que dormir uma noite lá de qualquer forma, resolvemos dormir duas, assim teríamos um dia pra dar uma olhada rápida no que os nossos colonizadores tem. E que surpresa!

Depois de passar por países de línguas tão diferentes da nossa, chegar em Lisboa faz você se sentir quase em casa.

Nosso vôo de Praga pra lá atrasou muito e chegamos no hotel por volta de meia-noite. Chegar morta num hotel com paredes de azulejos portugueses e recepcionista de nome Manuel foi quase como um abraço.

Dormimos, acordamos cedo e fomos pra Belém. Tínhamos algumas dicas do que fazer lá, como a Torre de Belém, os pastéis e o Mosteiro dos Jerônimos. Mas era muita fila pra pouco tempo. Entramos na Torre de Belém e posso dizer que ela vale mais a pena do lado de fora do que dentro. É fila pra entrar, pra subir, pra descer, não vale a pena. Depois caminhamos ali pela beira do rio mais um pouquinho e fomos pro Parque das Nações.

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Essa região é bem diferente do resto da cidade. Super moderna e é lá que fica o Oceanário de Lisboa, que é incrível! Vale muito a visita.

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Quando estávamos chegando lá, esbarramos com um casal de amigos que também estava na cidade e eles deram a dica de irmos assistir o pôr do sol do Castelo de São Jorge. Esse é outro programa muito legal pra fazer por lá. É um pouquiiiinho cansativo subir as ruelas até chegar lá, mas vale muito a pena. A vista do alto da cidade é linda, todo o espaço do castelo é bem legal e o pôr do sol, por si só, já é um espetáculo em qualquer lugar do mundo.

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Acho que Lisboa está na fase dos Food Trucks e lá no Castelo tinha um que vendia tacinhas de vinho pra você beber enquanto curte a vista, o “Wine with a view“. Ou você pode chamar também de “Isso é Muito Férias” ou “Quero uma Taça de Vinho a cada Pôr do Sol” ou etc. hahahaha sério, é demais.

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A noite, fomos encontrar o casal amigo e mais um casal amigo deles que mora em Lisboa no Bairro Alto. Uma espécie de Santa Tereza, misturada com Lapa, cheio de bares e super animado. Pelo que o casal local nos falou, o pessoal costuma fazer a pré ali pra depois seguir pra night em outro lugar.

No dia seguinte, tínhamos uma manhã pra aproveitar os arredores do nosso hotel, que era no Chiado. Lá tem várias lojas, então fomos gastar os Euros que restavam. Entre elas, a loja A Vida Portuguesa, que é uma lojinha vintage e a coisa mais linda do mundo. Uma das coisas que mais gostei em Lisboa é o quanto eles gostam de manter as tradições vivas. Os azulejos são um orgulho, as lojas portuguesas não passaram por reformulações para parecerem modernas, enfim… ai, acho que tô apaixonada.

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Nessa loja encontrei os moleskines mais lindos do mundo, que são o assunto do próximo post.

 

Ai, fazer esses posts de viagem dão um apertinho de saudade no coração. Acho que viajar tem uma magia que fica ainda maior quando você volta. Relembrar os momentos, contar pros amigos, rever as fotos… é melhor que qualquer terapia.

 

Gostaram das dicas? Estou pensando em fazer um post com dicas de planejamento de viagem, como funciona o trem na Europa etc. O que acham?

Beijos,

Pra Que Lado… é o Mundo: Berlin

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Minha paixão pela Europa começou por essa cidade. Berlin foi o primeiro lugar na Europa onde eu coloquei os pés, o que me faz ser um pouco diferente da maioria das pessoas que vão pro velho continente. A Alemanha normalmente é uma das últimas opções, mas pra mim, sempre foi a primeira. Estudei em um colégio alemão e, por isso, sempre tive vontade de ir pra lá. Minha primeira vez em Berlin foi em uma primavera (maio, pra ser mais exata). Os dias estavam todos lindos e eu andava saltitando pelas ruas. Tinha certeza de que, se fosse pra escolher um lugar pra morar, que não fosse o Rio, seria lá. Até fiz um post com dicas de lá aqui.

Dessa vez, a sensação foi um pouco diferente, por alguns motivos:

– O trem na Alemanha estava em greve, bem na época que estávamos chegando ou indo embora. Por sorte, a greve sempre encerrava no dia seguinte que a gente teria que pegar o trem, então não passamos por nenhum graaande perrengue. Mas eu não consegui ficar tranquila o suficiente e curtir a cidade na boa.

– A concorrência. Paris e Amsterdam são cidades MUITO bonitas. Berlin tem todo o seu charme, claro. Mas a concorrência estava pesada e o nível lá em cima.

– O clima. Berlin na primavera e no outono, que eu fui dessa vez, são completamente diferentes. Só posso imaginar a diferença do inverno para o verão… E isso influencia diretamente no humor das pessoas nas ruas.

 

Mas não me entenda mal. Berlin ainda é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Ainda fico com vontade de morar lá, mas se for para visitar, recomendo que você escolha a primavera ou o verão.

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O mais legal da passagem pela cidade dessa vez é que fiz coisas que não tinha feito da primeira vez.

– Eu acho a torre de TV linda. Eu fico até meio boba porque, de qualquer lugar que dê pra avistá-la eu aponto e falo “olha a torre lá!” hahaha E dessa vez, estava rolando o Festival de Luzes de Berlin. Então ela estava super iluminada, com luzes piscantes, que mudavam de cor. Enfim, fiquei bobassa. Subimos na torre a noite, quando a fila de espera é bem menor. Lá funciona assim: Você compra o seu ingresso e eles já te dizem por volta de que hora vai chegar a sua vez de subir, então você pode comprar o ticket e dar uma voltinha pela Alexanderplatz, onde ela fica. A Alexanderplatz concentra boa parte das lojas e shoppings de Berlin. Também tem algumas ruas nos arredores com lojas muito boas.

Lá em cima você pode comprar uma bebidinha e ver a cidade inteira do alto. Também tem um restaurante lá. Não sei se é bom. Deve ser.

O ticket pra subir custa de 23 Euros.

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– Sou louca pelo Museu Judaico de Berlin. Adoro museus interativos e lá é super interativo. Num nível até infantil, eu diria. Mas eu gosto muito.

– Outro museu que fomos dessa vez e eu não tinha ido é o Pergamon. Ele fica na Museumsinsel, que é um lugar bem incrível, na verdade. É a região que concentra alguns dos principais museus de Berlin. O lugar é super bonito e está passando por uma revitalização agora pra ficar ainda melhor. Recomendo muito. O Pergamon é lindo!

– Um programa legal de fazer é fechar um walk tour pelas regiões dos grafites de Berlin. Os mais famosos ficam em Kreuzberg, além da clássica East Side Gallery. É claro que você pode fazer o passeio por conta própria, mas o que eu mais gostei foi de ter uma explicação sobre cada arte. Tudo faz muito mais sentido.

Fechei o nosso com o Original Berlin Tours. É gratuito. No final, você paga a quantia que acha que valeu o passeio. Existem outros passeios a pé também. Vale dar uma olhadinha no site e procurar o que tem mais a ver com você.

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Agora o programa mais imperdível de Berlin, na minha humilde opinião.

Para começar, eu imploro que você considere o domingo em Berlin ao montar o seu roteiro. Nada abre na cidade, mas rola o Flohmärkt no Mauerpark. Se você der sorte como nós demos, estará sol e você nunca vai esquecer esse dia.

Nada mais é do que uma feira incrível que acontece em um dos parques de Berlin. A feira tem alguns achados muito bons (ainda vou fazer um post para falar de um deles), além de várias barraquinhas de comida e bebida. Aí você pega os seus comes e bebes e vai para o lado de fora da feira, onde tem um mega gramado. Nesse gramado, alguns grupos se juntam e fazem mini showzinhos. E é impressionante como rola música boa. Eu me senti num festival de verdade.

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Essa última foto é de um karaoke que sempre rola por lá. Qualquer um pode subir ali e cantar pra essa pequena platéia. Tem coragem? O lado bom é que eu só vi aplausos. Não vaiaram ninguém hahaha

 

Andando pela cidade, é impossível não lembra de Hitler, da guerra, do muro. E, por incrível que pareça, te faz pensar na vida (profundo, hein?). Por isso, recomendo muito que você inclua a Alemanha nos seus planos europeus. As cidades são super tranquilas e fogem de vários roteiros turísticos, então você acaba não vendo grupos imensos de turistas pelas ruas. Além de Berlin, eu amo Colônia e Rothemburg ob der Tauber.

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Auf wiedersehen!

Pra Que Lado… é o Mundo: Amsterdam

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Já começo esse post com um suspiro. Depois de sair de Bruxelas, fomos para Amsterdam que é uma das cidades mais lindas e fofinhas da Europa. A quantidade de bicicletas que você vê pela rua é inacreditável e muitas pessoas falaram para alugarmos uma bike para andar pela cidade. Fomos teimosos e fizemos tudo a pé, que eu acredito ser a melhor forma de conhecer uma cidade.

A parte principal de Amsterdam é bem pequena então você realmente não precisa se preocupar em pegar o Tram ou ônibus. Então aqui fica a primeira dica: quando for reservar seu hotel, apartamento ou hostel, leve em conta a localização dele.

Duas coisas que acho essencial fazer antes de reservar o lugar que eu vou ficar:

– Ver como o hotel/hostel é classificado no TripAdvisor (nunca feche nada sem fazer isso. As opiniões lá são muito mais sinceras que nos sites de reserva, além das avaliações serem bem mais completas e profundas #ficadica

– Pesquisar os lugares que quero visitar na cidade e jogar no Google Maps os endereços para saber se estou ficando em um lugar muito longe. Além disso, você já começa a conhecer um pouquinho da cidade mesmo antes de chegar (sou capaz de ficar horas passeando pelo Street View #nerd).

 

Imperdíveis:

– Experimentar todos os queijos nas inúmeras lojinhas que vendem queijos pela cidade. Eu trouxe dois pro Brasil.

– Comer waffle de Nutella, Stroopwaffle feito na hora, batata frita no cone. Todos esses vendem em barraquinhas que você encontra em qualquer lugar. Pela minha experiência, o Waffle de Nutella é melhor nas barraquinhas do que nas lojas hehehe

– Quando você começa a pedir dicas do que fazer em Amsterdam, todos dizem que o Museu Van Gogh, Casa de Anne Frank e o Rijks Museum são imperdíveis. Quero então incluir mais um na lista: o Stedelijk Museum. Ele fica na Museum Plein (assim como o Rijks e Van Gogh e o i amsterdam sign, que todo mundo tira foto) e é um dos museus de arte moderna mais legais que eu já fui. Sou muito fã de arte moderna, então foi o meu preferido da cidade. A lojinha dele é o máximo também, mas um pouco carinha.

– Depois de dois dias andando por Amsterdam fiquei impressionada com o quanto a cidade é limpinha. Tanto em relação a lixo mesmo, quanto a arte de rua. Demorei muito para encontrar o primeiro grafite na cidade, mas quando encontrei… foi um explosão de cores. E o melhor é que foi completamente sem querer. Estávamos andando por um canal e vi lá no fundo um prédio super colorido. Fomos andando até lá e tcharan:

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Procurem a esquina da Wijdestee com a Spuistraat. Eles ficam por ali.

-De Amsterdam, íamos para Berlin, só que o trem da Alemanha entrou em greve justamente no dia da nossa viagem, então tivemos que ficar mais uma noite lá. Então conseguimos incluir um passeio que estava em stand by no nosso roteiro: ir na Browerij ‘t IJ. O nome é complicado, mas essa é uma cervejaria da cidade que fica um pouquinho longe do centro (mas de Tram, você chega em 10 minutos) e ela fica no único moinho que tem na cidade. Foram as melhores cervejas que eu tomei na viagem toda. Disparado. Vale muito a pena.

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– Passeio pelo Vondelpark. É o maior parque de Amsterdam. Tem alguns restaurantes e biergartens espalhados por ele, então super recomendo dar uma voltinha e sentar em um deles para almoçar e beber uma cerveja ou vinho.

 

Apesar de toda a lindeza e fofura, Amsterdam é muito mais lembrada pelo Sexo, Drogas e Rock’n’Roll. E é isso mesmo que você encontra lá, ainda mais andando pelo Red Light District. Os Coffeeshops estão espalhados por todos os cantos, assim como as lojinhas especializadas em alucinógenos.

Andando pelo Red Light District você vê as meninas (me surpreendi como a maioria é feia) nas vitrines, várias casas de sexo ao vivo e sex shops.

Acho que só fica faltando o Rock’n’Roll. Esse não vi muito por lá não hahaha

 

Das cidades que visitei nessa viagem, Amsterdam é, definitivamente, uma das que quero voltar em breve, mas no verão. Aliás, se você não for um apaixonado por frio e louco pra ver neve, recomendo MUITO que marque sua viagem para a Europa quando for verão por lá. O clima e a alegria das cidades se transforma e parece que tudo fica mais bonito.

Essa foi a principal diferença que senti entre Berlin que fui há dois anos atrás e agora. Esse é o nosso próximo destino. Aguardem 🙂

 

Beijos

Pra que lado… é o mundo: Berlim

Essa Copa foi incrível! Sempre fui gringo friendly e adoro ver que eles amam o Brasil. E ver o mundo todo aqui me deixou muito feliz. Ver que eles se amarraram em tudo, então… Além disso, ter sempre um motivo pra reunir os amigos é algo que deixa qualquer um feliz da vida. Nada melhor. Não deu pra deixar a taça por um período aqui, mas a Alemanha mereceu e eu tava torcendo horrores (120 minutos de jogo foram o suficiente para que eu conseguisse descascar todo o esmalte que tava nas minhas unhas). Estudei dos 5 aos 18 anos de idade em uma escola alemã. Em algum momento da minha vida soube formular diversas frases na língua, coisa que, com o tempo, perdi total habilidade. Uma pena, queria muito conseguir voltar a praticar um pouco mais, mas falta tempo. Sempre. Nunca tinha ido pra Europa até 2 anos atrás e, quando rolou a oportunidade, tinha certeza que era pela Alemanha que eu queria começar. Por toda a ligação desde o colégio e também porque não é o destino mais comum do mundo, o que dá um charme ainda maior. Fui com a minha mãe e ficamos 10 dias rodando pela Alemanha: Berlim, Colônia, Dresden, Rothemburg ob der Tauber, Munique e Leipzig (em ordem do que gostei mais pro menos). Esse post fala da minha preferida: Berlim. Mas volto aqui em breve pra deixar dicas das outras também. Berlim Cheguei em Berlim e andava saltitando pelas ruas. Tive certeza que, se algum dia fosse morar fora do Brasil, seria alí. A cidade é incrível. Tem história e arte por todos os lados.

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1. Graffitis Berlim é tomada pela Street Art, uma mais incrível e linda que a outra. Eu sou muito suspeita pra falar, porque eu sou completamente apaixonada por Graffitis. Existem  alguns Walk tours bem legais que te levam pra galerias que você dificilmente descobriria sozinho. Eu não consegui fazer há dois anos atrás, mas esse ano volto pra lá e quero muito! Ah, e claro, também vale a passada pela East Side Gallery. Um pedaço do Muro de Berlim que ficou de pé e recebeu a contribuição de diversos artistas. 2. Museus Na Museumsinsel ficam alguns museus super legais. O Pergamon é o que mais vale a visita. Mas já que você está em Berlim e a história da Segunda Guerra vai acabar mexendo com você, eu recomendo muito a visita ao Museu Judáico. 3. Atrações turísticas mais clássicas Chegue em Berlim, largue as coisas no hotel/hostel/ap e vá direto conhecer o Portão de Brandemburgo. É o principal cartão postal da cidade, é onde você encontra os turistas e é um ponto de partida legal pra passear por alí. IMG_1961.JPG

Ali por perto, fica o Memorial do Holocausto

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E também mais ou menos por ali fica o Parlamento Alemão. Um prédio bem antigo, que foi super detonado durante a Guerra, mas foi todo reconstituído e, no alto dele, tem uma cúpula super moderna que você pode visitar e ver a cidade do alto. Já vi muitas pessoas dizendo que pegaram muita fila para entrar lá. Eu agendei com alguns dias de antecedência para o primeiro horário e nem entrei na fila. Dá pra agendar a sua visita aqui. IMG_1933.JPG

Outro clássico é a Alexander Platz, onde fica a Fernsehturm – também conhecida como a Torre de TV. Ali nos arredores da praça você encontra diversas lojas também. É um ponto excelente pra compras em Berlim.

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4. Campo de Concentração de Sachsenhausen Esse foi um dos passeios que eu fiz em Berlim que mais me marcou. Era um feriado, dia primeiro de maio e nada abria em Berlim. Aos feriados e domingos rolam algumas feiras que são bem legais também, mas se for escolher entre um ou outro, escolheria visitar esse lugar, que foi um campo de concentração real. Fiz naquele mesmo esquema do Walk Tours. Eles saíam cedinho e o ponto de encontro era no Portão de Brandemburgo. É um dia bem pesado, que você fica pensando como uma pessoa conseguiu manipular tantas outras, em como o preconceito pode ser fatal e dar graças a Deus que você não viveu aqueles momentos. Chegando no hotel, não consegui fazer mais nada. Só tomar um banho e dormir. Mas mesmo assim, vale a visita.

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5. Bares Não fiquei muito tempo em Berlim e estava com a minha mãe, que não é muito de sair a noite e não bebe. Mas lá você encontra diversos bares, com as melhores cervejas a preços ridículos, que te fazem querer ficar lá pra sempre! Uma amiga minha que tava morando em Hamburgo na época, foi me encontrar em Berlim e me levou num lugar que eu também não esqueço. O Weinerei. Basicamente, é o seguinte: Eles abrem o bar por volta das 18:00 (pelo menos na época que eu fui, era por aí), colocam um monte de comida em uma mesa e, no bar, tem diversas garrafas de vinhos que você pode escolher e beber o quanto você quiser. A comida segue o mesmo esquema. Você paga dois euros pra entrar e, na saída, você deixa o quanto acha que valeu a sua noite. NÃO É MARAVILHOSO?

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6. Metrô

Foi na hora de comprar um bilhete de metrô que vi meu anos de alemão fazendo efeito. Você entra na estação sem passar por catraca nenhuma e, ali pelo meio, tem uma maquininha que você compra o seu bilhete. Tem alguma opções (você pode escolher por que regiões vai andar, por quantos dias o seu bilhete dura, essas coisas) e, depois de imprimir o bilhete, você tem que validar em uma máquina do lado. Vez ou outra passa uma fiscalização pra conferir os bilhetes, então não se arrisque no jeitinho brasileiro.  

7. Hospedagem

Eu fiquei num hotel da rede TRYP. Ele fica na região do Mitte e perto da estação Schwartzkopfstrasse. Ali por perto não tem muito o que fazer. Sem muitos restaurantes e pouca coisa pra ver, mas ainda assim recomendaria, já que o metrô te leva pra todos os lugares. 

 

Bem, isso é basicamente o que eu lembro de dois anos atrás. Esse ano volto pra lá e faço um post complementar. Se alguém tiver mais dicas de lá, deixa aí nos comentários 😉

Beijos e auf wiedersehen!