Bagan – Myanmar

Seguindo viagem por Myanmar, fechamos um transfer com o hotel em Mandalay pra ir pra Bagan.

Era um micro ônibus, que passava de hotel em hotel pegando pessoas. Foi bem barato (uns 8 dólares) e a viagem durou cinco horas. Cinco horas de uma experiência engraçada.

O onibuzinho vai com quase todos os bancos cheios, mas para em vários lugares no meio do caminho pra dar carona pras pessoas que fazem sinal no meio da estrada. O motorista e o ajudante não paravam de mastigar a tal da noz de areca. É um noz que dá um efeito similar ao tabaco e faz com que os dentes fiquem com uma tinta vermelha. Dá um nervoso porque parece sangue. Ouvi dizer que o governo está tentando proibir o uso dessa noz.

Cada pessoa que entrava no ônibus entrava carregada de bolsas, sacolas. A gente só ficava pensando onde tudo ia caber. Só faltou entrar um bicho lá no bus hahaha

Bagan é uma zona arqueológica com milhares de templos e pagodas espalhadas por 26 kms quadrados. Chegando perto da zona, você precisa pagar uma taxa e fica com um cartãozinho que precisa mostrar pra entrar em algumas pagodas. Então não perca o seu 🙂 hahaha

Prepare-se pra se apaixonar assim que entrar na cidade. A cada lugar que você passa, um novo templo aparece, misturado com o verde. Pessoas andando de bike ou motinha de um lado pro outro desvendando a cidade.

Existem três bairros principais em Bagan: Old Bagan, New Bagan e Nyaung U. Escolhemos ficar por Old Bagan, que é mais perto dos templos principais, mas sinceramente, acho que tanto faz, por que as três regiões são bonitas.

SUPER indico o hotel que ficamos, que era um resortzinho chamado Thande. O preço é ótimo (3 noites deu R$436,00 por pessoa). Tem uma vista linda pro rio, uma piscina mara e um restaurante bem gostoso que você pode almoçar e jantar.

Observação talvez desnecessária: apesar do restaurante ser bom, foi lá que eu tive a única experiência de passar mal na Ásia o que me deixou uma semana meio mais ou menos hahahaha. Dizem que passar mal e ter a mala extraviada por lá são duas realidades super possíveis. Posso comprovar que sim porque passei pelas duas experiências agradáveis #sqn hahahah

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vista do nosso hotelzinho com pôr do sol

Resolvemos passar o resto da tarde pelo hotel, curtindo a piscina e fazendo as dondocas porque a gente tava num batidão de Mandalay de ver muita coisa ao mesmo tempo. Só queríamos aproveitar um pouquinho. No dia seguinte acordamos cedinho (tipo 5 da manhã) e combinamos um taxi com o hotel pra nos levar pra um templo bem alto (Shwezandaen) pra assistirmos o nascer do sol. Muita gente faz isso então é importante chegar bem cedo pra garantir um bom lugar. Foi lindo! Bagan vai tirando seu ar a cada momento. É muito surpreendente mesmo. Ganhamos até uma lua de presente com o nascer do sol.

Aí voltamos pro hotel, tomamos café e fomos conhecer os principais templos da cidade. Fechamos com o primo do nosso motorista de Mandalay pra nos levar pra conhecer os templos. Foi bom porque seria meio cansativo fazer tudo de bike e a gente tava meio com medo de subir na motinha hahaha Mas ao mesmo tempo, Bagan é mais legal quando você tá fora do carro, porque os templos perdidos pelo meio do caminho são muito legais também.

Processed with VSCO with c1 presetProcessed with VSCO with f2 presetDCIM100GOPRO Processed with VSCO with c1 presetDiferente de Mandalay, em Bagan a população já está bemmmm mais acostumada com o turismo, mas ao mesmo tempo não existe muita regulamentação e controle sobre os ambulantes e guias que existem por lá. Nesses templos maiores você pode até se incomodar um pouco porque chega a ser meio inconveniente as pessoas te perseguindo com um souvenir pra você comprar ou querendo dar uma volta no templo com você. Ainda mais se você tá passando mal por causa da comida do dia anterior hahahaha. Mas nada que você não entre no espírito e releve.

Dos templos maiores o que eu mais gostei foi o Ananda. Mas chegando lá, você vai pegar um mapa e pegar todas as dicas com a recepção do seu hotel/hostel sobre que templos não deixar de visitar.

No dia seguinte, acordamos cedinho de novo pra fazer o passeio que você não pode deixar de fazer de jeito nenhum lá em Bagan: andar de balão. É carinho (uns 300 dólares por pessoa). Dói, mas vale. Eu juro! Você chega lá, se reune com a galere, toma um cafezinho da manhã e vai pro balão. Existem três cias que fazem o passeio de balão: a maior: Baloons Over Bagan (vermelho), a Golden Eagle (amarelo) e a Oriental (verde). Fomos de Golden Eagle, que é a que tem menos balões, mas o serviço de todas são meio parecidos, na verdade. O preço também. Então acho que tanto faz.

A sensação de sair do chão de balão é a melhor do mundo porque você nem sente hahaha quando vê, já está voando. O vôo dura uns 40 minutos. As vezes dá a impressão que você vai bater num templo ou numa árvore, mas tudo sob controle hahaha é super seguro! E uma delícia!

No fim do vôo, mais um reforço no café da manhã, um espumantezinho pra comemorar e você ainda ganha um certificado de que voou de balão hahaha

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O legal da Golden Eagle é que o uniforme da galera que trabalha lá é um casaco amarelo do Brasil hahahahhaha achamos demais e tiramos uma foto com eles.

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No resto do dia, alugamos uma bike no hotel e fomos dar uma volta pela cidade. Esse passeio é mágico. Sair pela cidade desbravando os templos menores e escondidos é muuuuuito mais legal do que visitar os maiores (minha opinião). É só sair pedalando e ir entrando pelas ruazinhas. Depois você descobre como voltar.

Nessa última foto a gente tinha parado pra descansar um pouco, tomar uma água e uns ambulantezinhos que trabalhavam nesse templo tentaram nos vender algumas coisas. Quando viram que não iam conseguir, ficaram puxando papo, tiraram foto nossa. Enfim, só amores ❤

Em Bagan também cruzamos com uma Noviciation Ceremony, que tínhamos visto pela primeira vez em Mandalay. Mas lá a montação era ainda maior. Rolava uma parada pela cidade pra levar as crianças pro monastério.

O mais legal de Myanmar é ver o peso da cultura, tão diferente da nossa e tão presente na vida deles. E o quanto as pessoas são solícitas, sorridentes e gente fina, mesmo com tão pouco.

Sobre restaurantes, não saímos muito pra comer por lá. Acabamos ficando mais pelo hotel. Na última noite fomos com um casal de amigos no Black Bamboo, que era gostosinho, mas naaaaada especial. AH! Vá cedo! Tudo lá fecha cedinho (tipo 22:00, 22:30) então chega cedo pra aproveitar 😉

Uma dica legal que não falei ainda. Myanmar tem uma operadora legal que você pode comprar o chip no aeroporto e é MUITO barato (menos de 5 dólares pra uma semana. bizarro!). Ela se chama Ooredo. Vale a pena, porque o wifi dos lugares é bem ruim e ela funciona super bem!

Dos cinco países que visitamos, foi o mais especial, sem dúvidas. Com mais coisas pra aprender e ficar emocionado. Então peço encarecidamente que todo mundo cogite ir pra lá. E logo! É imperdível!

Juro juradinho que não vou demorar tanto pro próximo post, que vai ser Luang Prabang, no Laos.

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Mandalay – Myanmar

Estou numa seríssima crise com o meu Iphone e o Icloud e, por isso, as minhas fotos da Tailândia estão presas em algum lugar da nuvem e eu não consigo acessar (estou calma por fora, chorando aos prantos por dentro). Assim que eu conseguir uma ajuda divina de Steve Jobs ~ ou de algum funcionário da Apple ~ escrevo o post das cidades da Tailândia. Então, já começando disruptivamente e fora de ordem, vamos falar de Myanmar ❤

Pra começar as dicas, a primeira de todas é: vá logo pra Myanmar.

O país viveu por muito tempo completamente fechado para o mundo. No período em que a globalização correu solta e tudo mudou tão rápido, eles estavam lá fechados, vivendo num mundo que era só deles. Sem contato, sem turismo, sem nada. Até 2010 era super difícil entrar no país. Muitos turistas eram barrados e o visto era quase impossível de se conseguir.

By the way, o visto. Hoje é SUPER fácil. Só entrar nesse site aqui, fazer a solicitação, pagar (50 dólares) e esperar que ele chega pra você por e-mail alguns dias depois.

Continuando… em 1988 eles sofreram um Golpe Militar e só no ano de 2010 esse regime acabou. Sentimos que isso influencia muito a forma como os Birmaneses se comportam perante a nós turistas. Acho que submissão por ser uma palavra forte, mas muitas vezes nos sentimos rainhas e ficamos até incomodadas. Em Mandalay, principalmente, onde o turismo não é tão forte quanto Bagan e Yangon, sentimos isso ainda mais forte. A pureza deles é inexplicável. Só indo pra lá (o quanto antes) pra ter essa sensação.

Em 2015, enfim, eles tiveram uma eleição democrática e 2016 um governo escolhido pela população assumiu. Então estar lá em 2016 foi ainda mais especial ❤

Pegamos um vôo saindo de Bangkok em direção a Mandalay. Fomos de Air Asia e o vôo não passa de duas horas. Ida e volta de Mandalay pra Bangkok foi R$750,00 (vou sempre colocar os preços dos vôos nos posts pra dar uma noção de custo pra vocês. O que encareceu a nossa viagem foram os vôos. De resto, tudo é muito barato).

As ruas de Mandalay são numeradas (tipo NY), então nesse sentidos, é super fácil de andar por lá. PORÉM, é muuuuuuuita moto! Caótico! Pra atravessar a rua você entrega pra deus e se joga hahahaha se não você não consegue atravessar nunca.

Ficamos 3 noites em Mandalay. No primeiro dia chegamos um pouquinho depois do almoço, mas resolvemos almoçar o lanche do avião e passear. Saímos as duas de short. Paramos a cidade. hahaha Tive muita vontade de voltar no hotel pra trocar de roupa, mas acabamos desistindo. No início me senti zero segura, mas era só uma questão de que ser ocidental, com o cabelo pseudo loiro, de short e andando ali no meio deles… era muita coisa nova ao mesmo tempo. Todo mundo olhava pra gente, mas era só a gente dar um “hi”e um sorriso, que recebíamos de volta um sorriso ou até uma gargalhada tímida. Se isso não é amor, não sei o que pode ser!

Fomos passear no Zay Cho Market, um mercado que tinha perto do nosso hotel. Não vá esperando um night market como os que tem os outros países. Mas vá esperando muitas pessoas por metro quadrado, muitas motos, muitos tecidos pra fazer os longyis (a saia que homens e mulheres usam por lá), muita comida de rua (que não tivemos coragem).

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Nesse mercado compramos nossos longyis, que usamos nos dias que ficamos por lá (e trouxemos pro Brasil pra fazer saias lindonas ❤ ). Depois fomos jantar e dormir cedo. Até porque tudo fecha por volta de 22:00. Não tem muito o que fazer.

(Vou reunir as dicas de restaurantes no fim do post)

Ficamos dois dias inteiros em Mandalay. Como é super difícil achar na internet o que fazer por lá, achamos melhor fechar um guia pra nos acompanhar durante o dia e foi a melhor coisa! Tínhamos um motorista e uma guia fofa-toda-vida que cuidavam da gente, nos ensinavam tudo. E nos davam até toalinhas pra limpar os pés depois de andarmos descalças pelos templos.

Pra fechar com eles também, manda um e-mail pra tour@onestop-myanmar.com e fala pra fechar o tour com a Ma Thin Thin Nwe. O tour de dois dias foi 122 dólares por pessoa. Não é o mais baratinho, mas acredite. Fazer por conta própria e ver tudo é quase impossível.

Então começamos o dia visitando um monastério. Chegamos lá no momento em que os monges formam um fila, recolhem doações e vão almoçar.

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Seria emocionante, se não tivesse um monte de turistas enfiando suas câmeras gigantes na cara dos monges como se eles fossem uma atração de circo. Ficamos bem incomodadas. Dava vontade de gritar “oooooooooou sai daí!” hahaha

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Agora a partir daqui, não lembro a ordem dos lugares que eu fui. Então seguem imagens de lugares lindos em ordem completamente aleatória hahaha

U-Bain Bridge

Diz que é a maior ponte de madeira do mundo. O pôr do sol de lá é lindo! Embaixo da ponte tem bastante lixo e isso é meio bad =/ Acho que quando o turismo em Mandalay for mais forte, vai ser o lugar mais visitado com certeza. Quando estávamos lá vimos basicamente pessoas de lá mesmo curtindo o fim do dia.

Kuthodaw Pagoda

Quando vi fotos das pagodas de Mandalay essa foi a que eu fiquei mais louca pra ir. Amo/sou coisas simétricas e cheguei lá já pronta pra tirar essas fotos hahaha

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U Min Thonze Pagoda

A mais querida e amada entre as fotos que postei em Mandalay. Realmente é linda mesmo!

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Sutaungpyei Pagoda

No alto do Mandalay Hill fica essa pagoda que, pra mim, é a mais linda. Super colorida, cheia de mosaicos, com uma vista 360 da cidade.

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Mandalay Hill visto de longe

Sagaing Hill Temple

Em outro morro da cidade, também com uma vista linda e super colorido ❤

Os templos de Mandalay são os mais coloridos que vimos nesse tour pela Asia. A decoração que os Birmaneses fazem no altar que eu não curti muito. Rolam umas luzes neon que não fazem muito sentido, mas eles amam! E é isso que importa.

Um dos momentos que mais me marcou quando estávamos por lá foi quando estávamos saindo de um dos templos e passamos por várias famílias super arrumadas, indo pra alguma cerimônia. Aí nossa guia nos explicou que era uma Noviciation Ceremony.

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Pelo menos uma vez na vida os birmaneses tem que ser monges. E esse é o momento em que os pais entregam os filhos ao monastério. Aí as crianças e os pais usam essas roupas super coloridas e arrumadas e seguem numa espécie de carreata até o templo.

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Essa é uma menininha monge simpática demais que deu esse sorrisinho tímido pra foto e eu tive vontade de esmagar hahaha

Na verdade, as pessoas todas de lá são muito especiais e marcantes. Andando pela rua muitos quiseram tirar fotos com a gente. Daí a gente também pedia uma foteeenha né?

No segundo dia pegamos um barquinho pra ir pra um outro ponto da cidade, Mingun. Lá tem um templo enorme, um sino que você consegue até entrar dentro e um vilarejo que paramos até pra tomar um chá pra ficar conversando com a nossa guia. Voltamos de lá com o sol se pondo no rio, tomando uma cerveja local (que se chama Myanmar haha) e comendo um amendoim. A gente não precisava de mais nada!

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Hotéis em Mandalay

Nos últimos anos Mandalay ganhou muitos hotéis, mas ainda assim, as opções não são muitas. Foi o lugar que tivemos mais dificuldade de achar alguma coisa ok pela média de preço que a gente procurava. Ficamos no Hotel 8. Ele é bem simples, o custo benefício é ótimo e os funcionários são uns amores. Super prestativos! Além de ficar bem no centro.

Restaurantes

Chega uma hora que você enjoa da comida asiática. Quando cheguei em Mandalay eu tava nesse momento hahaha então comecei a catar no TripAdvisor onde poderíamos comer uma comidinha ocidental de boas. Comemos em dois lugares lá que eu quero recomendar aqui:

Bistro At 82nd

Como o nome diz, ele fica na 82ª rua. Bem pertinho do nosso hotel. Fomos num momento meio almoço meio jantar e só tinha turista. Mesmo assim, não muitos. A comida era bem gostosinha. Depois de comer, pegamos um vinho e fomos pra única mesinha que eles tem do lado de fora pra ver o movimento. Apesar do calorão, recomendo fazer isso.

Café City

Fomos lá depois do primeiro dia de passeio porque eu tava louca pra mandar ver num hamburguer hahaha chegando lá pedimos uma massa mesmo. Tava ótima! Esse só tinha a gente de turistas, o que é legal também. Eles também tem comida local por lá.

A comida local

Durante o passeio paramos pra comer em restaurantes locais. A comida de Myanmar foi a que menos gostamos. O problema de tudo é o cheiro, que é muito forte. Mas também nada que te impeça de comer hahaha vale a pena provar só pra ver qual é.

Nossa guia nos levou pra almoçar no Unique, que é beeem asiático. Foi o melhor rolinho primavera da viagem inteira.

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Espero ter inspirado vocês a irem pra Mandalay ❤

Próxima parada é Bagan!