Pra Que Lado… é o Mundo: Chapada dos Veadeiros

Alerta de post com MUITAS fotos, muito verde e muita beleza.

Antes de começar a falar da Chapada, quero incentivar aqui o desprendimento e o “se jogar” para viagens inesperadas e com pessoas totalmente novas na sua vida.

Um belo dia, conversando com uma amiga do trabalho, ela me disse que ia no feriado pra lá com uns amigos e me chamou. Demorei 24 horas pra pensar se seria legal ou não viajar com pessoas que eu nunca tinha visto na vida. Aí entrei no site da TAM e a passagem tava com um preço ok. Pensei por 2 minutos, comprei e fui sem nem saber direito onde eu ia ficar, já que o pessoal já tinha fechado quase tudo. E foi incrível!

Moral da história, se algo parecido acontecer com você, não deixe a oportunidade passar. The end. hahaha

Agora vamos lá que tem muita coisa pra falar!

1. What the fuck is Chapada dos Veadeiros? 

A Chapada é uma região no meio do cerrado de Goiás e é Patrimônio Natural da Humanidade desde 2001. Já teve vários garimpos e hoje atrai turistas pelas trilhas, cachoeiras e visual incrível.

 

2. Entendi. E como eu chego lá? 

Brasília é a capital mais próxima. Então você pode pegar um avião até lá e ir de carro até Alto Paraíso, o que dá mais ou menos umas duas horas e meia (são uns 240 kms). Alto Paraíso é uma das cidades da Chapada. Prepare-se pra babar pela estrada. É uma das mais lindas que eu já vi. Acho que me apaixonei pelo Cerrado hahahahaProcessed with VSCOcam with c1 preset

3. Qual o melhor lugar pra se hospedar?

Antes de eu ir, muitas pessoas vieram me falar: “você pre-ci-sa ficar em São Jorge. Não fica em Alto Paraíso”. E eu só pensava “ai, tomara que o pessoal tenha fechado a pousada nessa tal de São Jorge”. E, como a galera era esperta, foi lá que ficamos. São Jorge é uma vila sem asfalto, mas muito, muito fofa. É lá que fica a entrada pro Parque Nacional, e é lá que rolam várias festas, barzinhos e restaurantes. Além do artesanato local. Quando eu voltar, vou ficar lá de novo com certeza.

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4. As trilhas são tensas? 

Não vou te enganar, tem umas que são sim. Mas nada desesperador, dá pra fazer numa boa. Mas não faça como eu e acredite na força do sol do Cerrado. As marcas de sol da mochila, da manga da blusa, do short… nada disso é legal e eu voltei pro Rio com todas elas =/ hahaha Leve também água e um lanchinho.

Ah! Algumas trilhas são cheias de pedras e obstáculos no chão e, por causa disso, você acaba esquecendo que dar uma olhadinha na vista. Aqui fica o meu lembrete: anda um pouquinho, olha pra cima, anda um pouquinho, olha pra cima.

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5. Vamos falar das cachoeiras? Vamos! 

– Vale da Lua

O Vale fica numa propriedade privada e, por isso, você precisa pagar R$20,00 pra entrar. Fica a uns 10 kms de São Jorge e, uma vez lá, você faz uma trilha de uns 800 metros até chegar na cachoeira/piscininha. Acho que o Vale da Lua, por ter um acesso tão fácil, parece ser o mais cheio. Todo o chão do Vale é formado por pedras meio arredondadas, que fazem você sentir como se tivesse pisando na Lua.

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– Parque Nacional

Pra entrar no Parque é importante chegar bem cedo (umas 9:00, no máximo), principalmente se você for num feriado. Quando chega a um número x de pessoas ninguém mais entra. Lá dentro você pode escolher entre algumas trilhas. Nós fizemos a da Cachoeira das Cariocas e Cânion 2. Se prepara que é muito chão e sol na cabeça. São 5 kms até o destino final, mas o mergulho na água geladinha resolve tudo. Só não esquece que você vai ter que voltar todos os 5 kms de novo 🙂

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– Cachoeira de Santa Bárbara

No terceiro dia fomos para Cavalcante, que é outra cidade também da Chapada. São uns 100 kms de distância, saindo de Alto Paraíso. Vá cedo pra conseguir aproveitar bem o dia.

Em Cavalcante fica uma das cachoeiras mais famosas da Chapada toda, a Santa Bárbara. A fama fica por conta da água azulzinha cristalina e linda. Pra chegar nela, você vai pegar uma estrada de terra TENSA, mas vai na fé. Rola um esquema na cidade de que você precisa ter um guia pra chegar na cachoeira, mas nosso carro tava cheio e não cabia nenhum guia. Fomos sem e sobrevivemos.

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Quando a gente chegou na cachoeira, ela tava assim, vazia. Cinco minutos depois, lotou. Pelo menos deu tempo de tirar essa foto.

– Cachoeira da Capivara

Já que o caminho até a Santa Bárbara não é fácil, aproveita que tá por ali e não deixe de ir na Cachoeira da Capivara. É ali pertinho. Pode não ter a água azul, mas eu achei mais bonita e diferente. São vários níveis de queda d’água e trilhas pra vocês conseguir ver todos eles.

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Esse abismo da foto acima, na verdade, cai aqui:

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– Cataratas dos Couros

Na volta pra Brasília, entrando numa estrada de terra complicada de uns 30 kms, você chega nas Cataratas dos Couros.

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Piscininha das boas!

Um feriado de quatro dias foi super curtinho pra conseguir ver tudo que eu queria ver, mas COMO valeu a pena. Realmente, aquele lugar tem uma energia fora do comum. Baterias recarregadas por tempo indeterminado.

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Pra Que Lado… é o Mundo: Inhotim

Sabe aquele lugar que todo feriado prolongado você pensa: “hmmm. dessa vez eu vou”? Esse lugar é Inhotim. Acho que tem mais ou menos um ano que eu morro de vontade de ir. Até descolei uma mini Inhotim aqui pelo Rio pra quebrar um galho enquanto o grande dia não chegava.

Aí uma amiga mandou um whatsapp dia desses perguntando se eu topava ir com ela. CLARO! E lá fomos nós! Pegamos um avião pra BH e por lá ficamos. Você também tem a opção de ficar em Brumadinho, a cidade onde fica o parque, mas preferimos ficar em BH, pois estávamos sem carro e não sabíamos como era o esquema de taxi/transfer das pousadas de Brumadinho até Inhotim.

Ficar em BH é SUPER tranquilo. Eu achei que seria mega cansativo, mas não foi nem um pouco.

Todos os dias (menos segunda-feira, que Inhotim não abre), saem ônibus da Saritur da rodoviária de BH (as 8:00, 8:15 e 8:30) direto para o estacionamento do parque. E voltam de lá as 17:30. Dá uma hora e meia de viagem, mais ou menos. E você ainda pode chegar em BH e curtir um barzinho/restaurante ou a night da sua preferência hahaha

Quando cheguei em BH, pedi dicas do que fazer por lá no Instagram e veio uma enxurrada de sugestões (MUITO OBRIGADA, GENTE! <3). Optamos pelo Café com Letras, um barzinho MUITO legal, que é meio livraria, meio restaurante, tem uma trilha sonora incrível. Sei lá, acho que aquele lugar foi feito pra mim. Me deu vontade de abrir algo parecido no Rio. hahaha

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O Inhotim é um dos maiores acervos de arte contemporânea do mundo e não tem idade pra ir lá visitar. Vi de bebês a idosos curtindo o lugar da mesma forma. Uma área verde imensa, galerias incríveis e obras lindas espalhadas pelo jardim estonteante (não existe outra palavra pra definir) de Burle Marx. É maravilhoso dizer que esse lugar fica no Brasil.

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Existem três rotas de galerias e obras para você visitar pelo parque: Laranja, Amarela e Rosa. Como tínhamos dois dias, fizemos a Amarela e a Rosa no primeiro dia e a Laranja no segundo. Você também pode inverter a ordem. Pelo que percebi, na rota Laranja são as obras mais fotografadas do parque, então se quiser começar por ela, vai fundo!

Se você só tem um dia, não deixe de pagar os R$20,00 do carrinho de golfe. Caminhar pelo parque é parte do show, mas um dia pode ser muito corrido, então otimize o seu tempo.

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Essa última é a galera da Adriana Varejão, uma das minhas preferidas.

Se você quiser, pode da um tchi-bum nessa piscina que apareceu em uma das fotos. Tem até um vestiário logo ali no lado. Tem outra galeria que tem uma piscina coberta que você pode entrar também, a Cosmococa. Mas como essa é uma galeria fechada, não pode tirar foto. As duas ficam na rota Laranja.

Lá no parque tem dois restaurantes: o Tamboril, um buffet delicioso que custa R$67,00, se não me engano, e você como a la vonté. E o Oiticica, que é um quilo (mais barato que muito restaurante a quilo no Rio) bem gostoso e bem mais barato também. Se tiver dois dias, conheça os dois. Se não tiver na vibe de comer comida, tem várias lanchonetes espalhadas pelo parque vendendo salgados, uma pizzaria e uma só de cachorro-quente.

E, se você estiver procurando um lugar lacrador pra casar, dá pra casar lá, hein? Aproveita a cata meu e-mail aqui no contato pra me chamar pra festa 🙂 hahahaha

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Acho que é isso galera, se tiverem alguma dúvida, deixem aí nos comentários que eu respondo!

Pra Que Lado… é o Mundo: Búzios

Uma novidade: mudei de emprego!

Uma realidade: nada de diazinhos de férias entre um e outro.

Uma necessidade: fugir do Rio o tempo que desse para recarregar as energias.

E foi isso que eu fiz. Sexta passada foi meu último dia na agência antiga. Dei adeus ao Centro da Cidade (que ok, tem lá suas belezas, mas vai pra lá todo dia que eu quero ver hahaha) e disse olá aos 10 minutos a pé no circuito casa-trabalho.

Como não teria nem um diazinho off pra contar história, saí sexta cedo e me empirulitei pra Região dos Lagos, mais precisamente Búzios.

Eu amo essa cidade, desde a adolescência, quando ficava o dia inteiro na praia e depois ia pra Rua das Pedras andando de um lado pro outro ou brincando no Laser Shot (quem nunca?).

Pra quem tá na pista, tem a Privilège e a Pacha, além de mil bares. Pra quem tá tranks, uma oferta absurda de restaurantes e barzinhos muito bons.

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Para comer, tem que ir no Bar do Zé (na Orla Bardot) e na peixaria, em Manguinhos (melhor moqueca e pastel”zinho” de camarão do mundo).

A Ferradura e a Ferradurinha são as minhas praias preferidas. As duas são bem legais pra alugar um SUP e remar atééé lá longe.

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A ida pra Búzios, saindo do Rio, pode durar de 2 horas e meia até assustadoras 6 horas ~ou mais~ (fica tudo parado quando tem feriado, então evitem).

E agora, com as baterias no nível máximo, que venha o novo job 🙂

Beijos!

Pra Que Lado… é o Mundo: Planejando a Europa

 

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Quando comecei a falar da viagem aqui algumas pessoas me pediram dicas de como planejar uma viagem para Europa. Muitos pensam que ir pra lá é muito caro e nunca vai dar, mas olha gente… dá sim! É só querer e fazer um esforcinho 😉

1. Começando… Pra começar, sim é carinho. O Euro é uma moeda 3x mais cara que o Real, então só daí, a gente começa em desvantagem. Triste, mas é o que temos, então vamos só pensar que é possível!

1.1. Faça uma poupança para suas viagens. Assim que você receber seu salário, passe uma graninha pra lá, mesmo que não tenha nenhuma viagem planejada ainda. É muito mais fácil começar a pensar na viagem quando você já tem um dinheirinho pra começar. Além disso, se surgir alguma promoção de passagem, você já consegue pagar.

2. Passagem aérea.

2.1.Quanto antes você comprar a sua passagem mais barata ela sai. Dessa vez eu comprei a minha passagem com 5 meses de antecedência. Ida e volta + um trecho interno foi por volta de R$2.500,00. Foi a passagem para a Europa mais barata que eu já comprei. Normalmente eu pesquiso os preços em todas as companhias aéreas antes de fechar.

2.2. Outra coisa muito importante para ficar atento são os horários dos vôos. Não compensa pagar menos numa passagem que você vai fazer escalas longas e/ou em horários ruins. Também é muito arriscado pegar conexões com horários muito apertados. Por exemplo, eu fui do Rio para Lisboa e de Lisboa para Paris. Entre um vôo e outro davam mais ou menos 2:30 hrs. Acho que esse é um bom tempo de conexão. Se o seu vôo atrasa uma hora (como aconteceu com a gente), você ainda tem tempo de se encontrar no aeroporto, passar pela imigração e, se pá, ver umas lojinhas hehehe

2.2. O legal de comprar a passagem com antecedência é que, a partir do momento que você fecha a sua, você entra automaticamente em modo de viagem e na contagem regressiva. E não tem sensação melhor que essa! Esses cinco meses foram os meses que eu mais juntei dinheiro. Vivi na miséria (#alertaexagero) por aqui pra não passar nenhum perrengue de dinheiro por lá.

2.3. “Comprei a passagem, já tá tudo certo com o avião, né?” Bem, deveria, mas as vezes as cias aéreas cancelam os vôos. Não acontece sempre, claro, mas eu sou meio neurótica, então de tempos em tempos, entrava lá no site pra ver se tava tudo certo e confirmado.

3. Hospedagem.

3.1. É nesse momento que você vai definir o nível da sua viagem. Existem hospedagens para todos os gostos e bolsos. O meu preferido é alugar um apartamento. Não tem nada mais confortável. Tem alguns sites legais pra você achar a sua “casa longe de casa” como o Friendly Rentals e o Airbnb. Dá pra encontar um ap legal e mais barato que muito hotel.

3.2. Só uma dica nada a ver, alguns apartamentos nesses sites são TÃO LINDOS que servem até como inspiração pra decoração #ficadica

3.3. Leia os comentários de quem se hospedou no apartamento que você se interessou. Daí você já consegue ver o que acham do apartamento e da localização dele. Ficar atento a localização é muito importante. Arredores ruins da hospedagem são capazes de deixar a sua visão da cidade completamente distorcida e pra baixo, por mais legal que ela seja.

3.3. Se mesmo depois deu dizer que apartamento é a melhor forma de hospedagem, você ainda quer ficar em hotel, ok eu te ajudo. Abre o Booking.com, digita lá a cidade que você vai, coloca o seu filtro de preço e procura. Pelo Booking, você já percebe um “cheiro” da qualidade do hotel, pelas notas que as pessoas deram, MAS NÃO FECHE NADA AINDA. Pegue o nome do hotel que você viu e jogue no Tripadvisor.

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Eu só fecho o hotel quando ele passa das quatro bolinhas em todos os quesitos. Também é legal ler as opiniões que ficam logo abaixo desse quadrinho.

3.4. Eu acho melhor quando o hotel te dá a opção de pagar na hora que você chega lá, por alguns motivos: Se você tiver algum imprevisto na viagem, pode cancelar a hospedagem pagando apenas uma pequena taxa ou as vezes taxa nenhuma. Você também não vai precisar pagar o maldito e absurdo IOF do cartão de crédito. Se você leva em dinheiro vivo e paga lá na hora, o custo do IOF é bem menor. Aliás, se for pra dizer um ponto negativo do Airbnb é esse, o pagamento é sempre antecipado.

3.5. Se você quer uma viagem mais low cost ou tá viajando sozinho, os albergues na Europa são a melhor opção. Eu sempre busco no Hostelworld e antes de fechar, faço o mesmo esquema de jogar no Tripadvisor. Quando o assunto é hostel, esse passo é imprescindível.

4. Trem na Europa.

4.1. Não tem nada mais civilizado do que viajar de trem pela Europa. É o melhor meio de transporte disparado. Muito mais confortável que avião, te leva pra qualquer lugar e te deixa no centro da cidade (os aeroportos costumam ser bem mais afastados). Alguns trens mais longos tem vagão de restaurante, o que é muito legal. A comida pode não ser excelente, mas é um experiência, vai. E te garanto, é muito melhor do que comida requentada de avião.

4.2. As paisagens das viagens pela Europa são lindas. Algumas são marcantes (pra mim, a viagem de Berlim pra Praga foi de tirar o fôlego. Suspirei várias vezes).

4.3. “Tá bem, Laura. Já entendi que é o máximo. E como eu adquiro essa maravilha?” Bem, você tem algumas opções.

4.3.1. Você pode comprar sua passagem lá na estação de trem alguns dias antes de viajar. Fiz isso na Itália, há dois anos atrás e não tive nenhum problema (comprei uns três dias antes das viagens). Se você não tem muitas rotas, só um dia ou dois de viagens, acho que é a melhor opção.

4.3.2. Você pode fazer como eu fiz, comprando um passe do Eurail.  Existem alguns tipos de passes que você pode comprar antecipado, que não te deixam presos a nenhum trecho. Você só tem que checar se não é preciso reservar o assento antes. Se não precisa, é só entrar no trem e ser feliz. O meu foi o Select Pass. Com ele eu podia fazer 5 dias de viagens durante dois meses (não precisam ser 5 dias corridos).

4.4. Usando o passe. 

4.4.1. Você pode comprar o seu passe daqui do Brasil e ele chega em casa super rápido. É só escolher o tipo que você quer (aqui tem as opções), selecionar os países, a classe (vale a pena investir na primeira classe. O valor não é muito diferente, mas o conforto faz toda a diferença) e pronto.

4.4.2. Dica de ouro: Para alguns trechos mais longos e com poucos trens por dia, é importante você reservar seu assento. É possível que você entre no trem e todos eles estejam reservados e você vai acabar em pé. Quase demos azar com isso, mas no fim, tudo certo. Os trens que saem da França também pedem reserva e os assentos para esse passe são limitados, logo, acabam muito rápido. Passamos por essa situação quando fomos de Paris para Bruxelas. O trem direto levaria 1:22hr, mas não reservamos com antecedência. Chegando lá estava tudo lotado e tivemos que fazer uma rota alternativa que demorou 4 horas. #fail

4.4.3. Nessa página do site do Eurail você consegue ver todos os horários de todos os trens da Europa. É ótimo já sair do Brasil com isso programado. Mas nada impede que você mude na hora, claro. Aí você também consegue ver se o trem que você vai pegar precisa de reserva ou não.

4.4.4. Chegando na estação de trem pra sua primeira viagem, você precisa achar um guichê de vendas e carimbar o passe. Ele só é válido depois que você faz isso. Os dois meses (como no meu caso) contam a partir desse dia.

4.4.5. Quando você entra no trem, você precisa anotar o dia que está viajando na primeira página (logo logo um fiscal passa para conferir e validar a sua viagem) e anotar a viagem que está fazendo no relatório do passe (dessa eu nem sabia e quase fomos multados. Sorte que alguns fiscais são bonzinhos e dão licença poética pra gringalhada, mas vai que…).

4.4.6. O fiscal passou? Tudo certo, pode curtir a viagem e apreciar a vista. De tempos em tempos ele pode passar de novo e esquecer que já te viu, mas é só mostrar o passe novamente que ele lembra quem é você 😉

4.7. Chegando ao destino. Algumas cidades tem mais de uma estação de trem. Pode ser que a central não seja a mais próxima do lugar que você vai se hospedar, então dê uma checada antes e veja qual é a mais perto para você.

 

Pronto! Acho que depois de ler todo esse testamento você está pronto pra viajar pra Europa.

Espero que tenha sido útil. Se tiverem mais alguma dúvida, deixem aí nos comentários que eu respondo!

Beijos e boa viagem!

Pra Que Lado… tem Compras: Papp-UV

Lá na feira do Mauerpark, em Berlin (que falei aqui), descobrimos uma marca de óculos 100% Berlinense e com modelos bem diferentes de qualquer óculos que eu já tinha visto, o Papp-UV.

Pra começar o cenário já incentivava qualquer compra. Tudo era tão lindo, legal e animado que a gente sentiu que tinha que levar de tudo um pouco. E encontrar essa barraquinha deixou eu e meu namorado alucinados. O vendedor era uma figura e super gente boa. Mesmo se ficasse tudo horrível na gente, tínhamos que levar alguma coisa só por causa dele hahaha

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O Papp-UV é um óculos feito de uma mistura de madeira e papelão tão leve e fininho que realmente parece que você está vestindo um óculos de brinquedo, feito de papel. A lente é de filtro UV 400 e polarizada. Quando coloquei no rosto pela primeira vez senti o quanto ela era boa.  As versões para leitura servem até como marcador de página (sério, genial).

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Eu não fiquei satisfeita com um, então trouxe dois pra casa. A única coisa ruim é que depois de ajustar algumas vezes, a partezinha que encosta no nariz vai ficando branca. Mas nada que estrague o charme do óculos.

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Na feira eles são vendidos a preços promocionais. O primeiro foi 25 e o segundo, 20 euros. Super ok. No site são um pouco mais caros, mas ainda assim, se comparado a outras marcas, o preço é ótimo.

Eu que estava doida por um óculos de madeira, fiquei super feliz com os meus ❤

Dêem uma fuxicada no site para ver os outros modelos (bota o Google Tradutor pra trabalhar!). Eles entregam no Brasil, mas o frete é carééérrimooo! Vale a dica se souber de alguém indo pra a Alemanha ou se você mesmo quiser dar uma passadinha por aquele país maravilhoso.

E o Facebook deles também é legal. Tem até umas dicas de como combinar seus Papp-UVs no dia a dia: https://www.facebook.com/pappbrille

 

Agora, uma foto apelativa…

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Vovô aprovou 🙂

Pra Que Lado… é o Mundo: Praga e Lisboa

Olááá pessoal,

Estamos chegando ao fim dessa epopéia européia! Juntei os dois últimos destinos (apesar de um não ter nada a ver com o outro) porque fiquei muuuito pouquinho em cada um, então não tenho mega dicas. Mas tenho poucas e boas!

 

Praga

Originalmente, ficaria em Praga por duas noites, mas graças a fofinha da Deutsche Bahn (que opera os trens e alguns metrôs da Alemanha e estava em greve), acabei ficando uma noite só. Como o nosso vôo pra Lisboa saía de lá só as 8 da noite, ficamos um pouco mais que 24 horas por lá.

Antes de começar a falar de Praga, quero falar da viagem até lá. Saindo de Berlin, dá um pouquinho mais que quatro horas de viagem de trem. E, sério, foi uma das viagens de trem mais lindas que já fiz. O trilho margeia um rio durante quase toda a viagem, em um certo momento, passamos por um campo cheeeeio de girassóis. Coisa linda ❤

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Praga é uma cidade super bonitinha, mas LOTADA de turistas. Isso me incomoda um pouco. A paisagem sempre fica um pouco poluída com aquele monte de gente com as câmeras mirando pra todos os lados. Ainda mais porque a zona turística de Praga é bem pequena então não tem muito pra onde fugir.

E claro que uma cidade lotada de turistas concentra vários engana-turistas. A moeda em Praga não é o Euro e sim a Coroa Tcheca. Com um Euro você compra 27 Coroas (isso quando a gente foi, mas acho que não é uma taxa com variação muito alta). Logo na estação de trem (e acredito que no aeroporto também) você já encontra algumas casas de câmbio. Nós, mal informados, trocamos na primeira que entramos e não vimos que eles cobravam 19% de comissão. NÃO FAÇAM ISSO! Nem para pegar o taxi até o hotel/casa/hostel. O taxi que a gente pegou aceitava Euro e na cidade tinha 500 mil casas de câmbio que tinham a mesma cotação e não cobravam comissão. Ódio!

Muitos restaurantes e lojas lá também aceitam Euro, então sugiro que você só troque suas Tchequinhas quando for precisar delas de fato. Quando estava acabando nosso tempo em Praga saímos que nem loucos tentando gastar tudo que tínhamos trocado.

Sobre as atrações de Praga, as que mais gostei foram a Ponte Carlos, que tem uma vista super bonita, e o Castelo de Praga. E, sinceramente, é isso. Ai, não me matem, mas acho que tem tantos lugares mais interessantes no mundo pra conhecer… Mas que a cidade é uma gracinha, isso é.

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Lisboa

Pelo roteiro que a gente fez, Lisboa seria um peixe fora d’água, completamente diferente das outras cidades. Como viajamos de TAP e teríamos que dormir uma noite lá de qualquer forma, resolvemos dormir duas, assim teríamos um dia pra dar uma olhada rápida no que os nossos colonizadores tem. E que surpresa!

Depois de passar por países de línguas tão diferentes da nossa, chegar em Lisboa faz você se sentir quase em casa.

Nosso vôo de Praga pra lá atrasou muito e chegamos no hotel por volta de meia-noite. Chegar morta num hotel com paredes de azulejos portugueses e recepcionista de nome Manuel foi quase como um abraço.

Dormimos, acordamos cedo e fomos pra Belém. Tínhamos algumas dicas do que fazer lá, como a Torre de Belém, os pastéis e o Mosteiro dos Jerônimos. Mas era muita fila pra pouco tempo. Entramos na Torre de Belém e posso dizer que ela vale mais a pena do lado de fora do que dentro. É fila pra entrar, pra subir, pra descer, não vale a pena. Depois caminhamos ali pela beira do rio mais um pouquinho e fomos pro Parque das Nações.

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Essa região é bem diferente do resto da cidade. Super moderna e é lá que fica o Oceanário de Lisboa, que é incrível! Vale muito a visita.

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Quando estávamos chegando lá, esbarramos com um casal de amigos que também estava na cidade e eles deram a dica de irmos assistir o pôr do sol do Castelo de São Jorge. Esse é outro programa muito legal pra fazer por lá. É um pouquiiiinho cansativo subir as ruelas até chegar lá, mas vale muito a pena. A vista do alto da cidade é linda, todo o espaço do castelo é bem legal e o pôr do sol, por si só, já é um espetáculo em qualquer lugar do mundo.

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Acho que Lisboa está na fase dos Food Trucks e lá no Castelo tinha um que vendia tacinhas de vinho pra você beber enquanto curte a vista, o “Wine with a view“. Ou você pode chamar também de “Isso é Muito Férias” ou “Quero uma Taça de Vinho a cada Pôr do Sol” ou etc. hahahaha sério, é demais.

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A noite, fomos encontrar o casal amigo e mais um casal amigo deles que mora em Lisboa no Bairro Alto. Uma espécie de Santa Tereza, misturada com Lapa, cheio de bares e super animado. Pelo que o casal local nos falou, o pessoal costuma fazer a pré ali pra depois seguir pra night em outro lugar.

No dia seguinte, tínhamos uma manhã pra aproveitar os arredores do nosso hotel, que era no Chiado. Lá tem várias lojas, então fomos gastar os Euros que restavam. Entre elas, a loja A Vida Portuguesa, que é uma lojinha vintage e a coisa mais linda do mundo. Uma das coisas que mais gostei em Lisboa é o quanto eles gostam de manter as tradições vivas. Os azulejos são um orgulho, as lojas portuguesas não passaram por reformulações para parecerem modernas, enfim… ai, acho que tô apaixonada.

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Nessa loja encontrei os moleskines mais lindos do mundo, que são o assunto do próximo post.

 

Ai, fazer esses posts de viagem dão um apertinho de saudade no coração. Acho que viajar tem uma magia que fica ainda maior quando você volta. Relembrar os momentos, contar pros amigos, rever as fotos… é melhor que qualquer terapia.

 

Gostaram das dicas? Estou pensando em fazer um post com dicas de planejamento de viagem, como funciona o trem na Europa etc. O que acham?

Beijos,

Pra Que Lado… é o Mundo: Berlin

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Minha paixão pela Europa começou por essa cidade. Berlin foi o primeiro lugar na Europa onde eu coloquei os pés, o que me faz ser um pouco diferente da maioria das pessoas que vão pro velho continente. A Alemanha normalmente é uma das últimas opções, mas pra mim, sempre foi a primeira. Estudei em um colégio alemão e, por isso, sempre tive vontade de ir pra lá. Minha primeira vez em Berlin foi em uma primavera (maio, pra ser mais exata). Os dias estavam todos lindos e eu andava saltitando pelas ruas. Tinha certeza de que, se fosse pra escolher um lugar pra morar, que não fosse o Rio, seria lá. Até fiz um post com dicas de lá aqui.

Dessa vez, a sensação foi um pouco diferente, por alguns motivos:

– O trem na Alemanha estava em greve, bem na época que estávamos chegando ou indo embora. Por sorte, a greve sempre encerrava no dia seguinte que a gente teria que pegar o trem, então não passamos por nenhum graaande perrengue. Mas eu não consegui ficar tranquila o suficiente e curtir a cidade na boa.

– A concorrência. Paris e Amsterdam são cidades MUITO bonitas. Berlin tem todo o seu charme, claro. Mas a concorrência estava pesada e o nível lá em cima.

– O clima. Berlin na primavera e no outono, que eu fui dessa vez, são completamente diferentes. Só posso imaginar a diferença do inverno para o verão… E isso influencia diretamente no humor das pessoas nas ruas.

 

Mas não me entenda mal. Berlin ainda é uma das minhas cidades preferidas no mundo. Ainda fico com vontade de morar lá, mas se for para visitar, recomendo que você escolha a primavera ou o verão.

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O mais legal da passagem pela cidade dessa vez é que fiz coisas que não tinha feito da primeira vez.

– Eu acho a torre de TV linda. Eu fico até meio boba porque, de qualquer lugar que dê pra avistá-la eu aponto e falo “olha a torre lá!” hahaha E dessa vez, estava rolando o Festival de Luzes de Berlin. Então ela estava super iluminada, com luzes piscantes, que mudavam de cor. Enfim, fiquei bobassa. Subimos na torre a noite, quando a fila de espera é bem menor. Lá funciona assim: Você compra o seu ingresso e eles já te dizem por volta de que hora vai chegar a sua vez de subir, então você pode comprar o ticket e dar uma voltinha pela Alexanderplatz, onde ela fica. A Alexanderplatz concentra boa parte das lojas e shoppings de Berlin. Também tem algumas ruas nos arredores com lojas muito boas.

Lá em cima você pode comprar uma bebidinha e ver a cidade inteira do alto. Também tem um restaurante lá. Não sei se é bom. Deve ser.

O ticket pra subir custa de 23 Euros.

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– Sou louca pelo Museu Judaico de Berlin. Adoro museus interativos e lá é super interativo. Num nível até infantil, eu diria. Mas eu gosto muito.

– Outro museu que fomos dessa vez e eu não tinha ido é o Pergamon. Ele fica na Museumsinsel, que é um lugar bem incrível, na verdade. É a região que concentra alguns dos principais museus de Berlin. O lugar é super bonito e está passando por uma revitalização agora pra ficar ainda melhor. Recomendo muito. O Pergamon é lindo!

– Um programa legal de fazer é fechar um walk tour pelas regiões dos grafites de Berlin. Os mais famosos ficam em Kreuzberg, além da clássica East Side Gallery. É claro que você pode fazer o passeio por conta própria, mas o que eu mais gostei foi de ter uma explicação sobre cada arte. Tudo faz muito mais sentido.

Fechei o nosso com o Original Berlin Tours. É gratuito. No final, você paga a quantia que acha que valeu o passeio. Existem outros passeios a pé também. Vale dar uma olhadinha no site e procurar o que tem mais a ver com você.

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Agora o programa mais imperdível de Berlin, na minha humilde opinião.

Para começar, eu imploro que você considere o domingo em Berlin ao montar o seu roteiro. Nada abre na cidade, mas rola o Flohmärkt no Mauerpark. Se você der sorte como nós demos, estará sol e você nunca vai esquecer esse dia.

Nada mais é do que uma feira incrível que acontece em um dos parques de Berlin. A feira tem alguns achados muito bons (ainda vou fazer um post para falar de um deles), além de várias barraquinhas de comida e bebida. Aí você pega os seus comes e bebes e vai para o lado de fora da feira, onde tem um mega gramado. Nesse gramado, alguns grupos se juntam e fazem mini showzinhos. E é impressionante como rola música boa. Eu me senti num festival de verdade.

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Essa última foto é de um karaoke que sempre rola por lá. Qualquer um pode subir ali e cantar pra essa pequena platéia. Tem coragem? O lado bom é que eu só vi aplausos. Não vaiaram ninguém hahaha

 

Andando pela cidade, é impossível não lembra de Hitler, da guerra, do muro. E, por incrível que pareça, te faz pensar na vida (profundo, hein?). Por isso, recomendo muito que você inclua a Alemanha nos seus planos europeus. As cidades são super tranquilas e fogem de vários roteiros turísticos, então você acaba não vendo grupos imensos de turistas pelas ruas. Além de Berlin, eu amo Colônia e Rothemburg ob der Tauber.

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Auf wiedersehen!