Pra Que Lado… se come: Bar Imaculada

Trabalho numa região do centro da cidade do Rio que, a meu ver, é o lugar mais selva de pedra da cidade. Não bastasse a muvucada diária, a gincana pra atravessar as ruas, os desvios intensos das gotas de ar condicionado que não param de pingar, o calor acima da média da cidade, o lugar ainda tem prédios gigantes. Dá um certo nervoso. Eu assumidamente não curto muito aquela região. Mas claro, nem tudo está 100% perdido. Hoje, sexta-feira de uma semana bastante movimentada, pedia um almoço minimamente feliz. Só pro sorrisinho aparecer no rosto, sem timidez, e dar as boas vindas ao fim de semana. A região em questão é aquela ali perto da Praça Mauá e ela conta com dois Oásis: o museu MAR e o Morro da Conceição. Sobre o MAR falo em outro post. Hoje foi dia de ir pro Morro: Processed with VSCOcam with m5 preset  

No meio de um beco cheio de camelôs pra lá de caótico tem uma escadinha que te leva pra essa rua, que soa quase como um abraço. Dá vontade de ficar ali pra sempre e não sair. Processed with VSCOcam with t1 preset IMG_1649  

Logo no início fica o Bar Imaculada, nosso escolhido do dia. Processed with VSCOcam with m5 preset  

O cardápio não é dos mais variados. De segunda a sexta tem uma espécie de cardápio executivo, com umas quatro opções para cada dia da semana. Hoje foi dia de feijoada. E, para entrada, pedimos o bolinho Bola 7, que é um bolinho de arroz com feijoada (#feijãorules). Eu gostei mais do bolinho do que da feijoada, que não achei a mais maravilhosa do Rio. Mas valeu a pena, claro. Pedimos uma feijoada para duas pessoas e dividimos por três e deu a conta certinha. Com o bolinho e bebidas (nenhuma com álcool), deu R$36,00 pra cada. No site tem uma agenda com eventos que acontecem lá. Uns sambinhas, saraus, chorinhos. Deve ser bem legal também. http://www.barimaculada.com.br/

Pra que lado… é o mundo: Berlim

Essa Copa foi incrível! Sempre fui gringo friendly e adoro ver que eles amam o Brasil. E ver o mundo todo aqui me deixou muito feliz. Ver que eles se amarraram em tudo, então… Além disso, ter sempre um motivo pra reunir os amigos é algo que deixa qualquer um feliz da vida. Nada melhor. Não deu pra deixar a taça por um período aqui, mas a Alemanha mereceu e eu tava torcendo horrores (120 minutos de jogo foram o suficiente para que eu conseguisse descascar todo o esmalte que tava nas minhas unhas). Estudei dos 5 aos 18 anos de idade em uma escola alemã. Em algum momento da minha vida soube formular diversas frases na língua, coisa que, com o tempo, perdi total habilidade. Uma pena, queria muito conseguir voltar a praticar um pouco mais, mas falta tempo. Sempre. Nunca tinha ido pra Europa até 2 anos atrás e, quando rolou a oportunidade, tinha certeza que era pela Alemanha que eu queria começar. Por toda a ligação desde o colégio e também porque não é o destino mais comum do mundo, o que dá um charme ainda maior. Fui com a minha mãe e ficamos 10 dias rodando pela Alemanha: Berlim, Colônia, Dresden, Rothemburg ob der Tauber, Munique e Leipzig (em ordem do que gostei mais pro menos). Esse post fala da minha preferida: Berlim. Mas volto aqui em breve pra deixar dicas das outras também. Berlim Cheguei em Berlim e andava saltitando pelas ruas. Tive certeza que, se algum dia fosse morar fora do Brasil, seria alí. A cidade é incrível. Tem história e arte por todos os lados.

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1. Graffitis Berlim é tomada pela Street Art, uma mais incrível e linda que a outra. Eu sou muito suspeita pra falar, porque eu sou completamente apaixonada por Graffitis. Existem  alguns Walk tours bem legais que te levam pra galerias que você dificilmente descobriria sozinho. Eu não consegui fazer há dois anos atrás, mas esse ano volto pra lá e quero muito! Ah, e claro, também vale a passada pela East Side Gallery. Um pedaço do Muro de Berlim que ficou de pé e recebeu a contribuição de diversos artistas. 2. Museus Na Museumsinsel ficam alguns museus super legais. O Pergamon é o que mais vale a visita. Mas já que você está em Berlim e a história da Segunda Guerra vai acabar mexendo com você, eu recomendo muito a visita ao Museu Judáico. 3. Atrações turísticas mais clássicas Chegue em Berlim, largue as coisas no hotel/hostel/ap e vá direto conhecer o Portão de Brandemburgo. É o principal cartão postal da cidade, é onde você encontra os turistas e é um ponto de partida legal pra passear por alí. IMG_1961.JPG

Ali por perto, fica o Memorial do Holocausto

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E também mais ou menos por ali fica o Parlamento Alemão. Um prédio bem antigo, que foi super detonado durante a Guerra, mas foi todo reconstituído e, no alto dele, tem uma cúpula super moderna que você pode visitar e ver a cidade do alto. Já vi muitas pessoas dizendo que pegaram muita fila para entrar lá. Eu agendei com alguns dias de antecedência para o primeiro horário e nem entrei na fila. Dá pra agendar a sua visita aqui. IMG_1933.JPG

Outro clássico é a Alexander Platz, onde fica a Fernsehturm – também conhecida como a Torre de TV. Ali nos arredores da praça você encontra diversas lojas também. É um ponto excelente pra compras em Berlim.

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4. Campo de Concentração de Sachsenhausen Esse foi um dos passeios que eu fiz em Berlim que mais me marcou. Era um feriado, dia primeiro de maio e nada abria em Berlim. Aos feriados e domingos rolam algumas feiras que são bem legais também, mas se for escolher entre um ou outro, escolheria visitar esse lugar, que foi um campo de concentração real. Fiz naquele mesmo esquema do Walk Tours. Eles saíam cedinho e o ponto de encontro era no Portão de Brandemburgo. É um dia bem pesado, que você fica pensando como uma pessoa conseguiu manipular tantas outras, em como o preconceito pode ser fatal e dar graças a Deus que você não viveu aqueles momentos. Chegando no hotel, não consegui fazer mais nada. Só tomar um banho e dormir. Mas mesmo assim, vale a visita.

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5. Bares Não fiquei muito tempo em Berlim e estava com a minha mãe, que não é muito de sair a noite e não bebe. Mas lá você encontra diversos bares, com as melhores cervejas a preços ridículos, que te fazem querer ficar lá pra sempre! Uma amiga minha que tava morando em Hamburgo na época, foi me encontrar em Berlim e me levou num lugar que eu também não esqueço. O Weinerei. Basicamente, é o seguinte: Eles abrem o bar por volta das 18:00 (pelo menos na época que eu fui, era por aí), colocam um monte de comida em uma mesa e, no bar, tem diversas garrafas de vinhos que você pode escolher e beber o quanto você quiser. A comida segue o mesmo esquema. Você paga dois euros pra entrar e, na saída, você deixa o quanto acha que valeu a sua noite. NÃO É MARAVILHOSO?

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6. Metrô

Foi na hora de comprar um bilhete de metrô que vi meu anos de alemão fazendo efeito. Você entra na estação sem passar por catraca nenhuma e, ali pelo meio, tem uma maquininha que você compra o seu bilhete. Tem alguma opções (você pode escolher por que regiões vai andar, por quantos dias o seu bilhete dura, essas coisas) e, depois de imprimir o bilhete, você tem que validar em uma máquina do lado. Vez ou outra passa uma fiscalização pra conferir os bilhetes, então não se arrisque no jeitinho brasileiro.  

7. Hospedagem

Eu fiquei num hotel da rede TRYP. Ele fica na região do Mitte e perto da estação Schwartzkopfstrasse. Ali por perto não tem muito o que fazer. Sem muitos restaurantes e pouca coisa pra ver, mas ainda assim recomendaria, já que o metrô te leva pra todos os lugares. 

 

Bem, isso é basicamente o que eu lembro de dois anos atrás. Esse ano volto pra lá e faço um post complementar. Se alguém tiver mais dicas de lá, deixa aí nos comentários 😉

Beijos e auf wiedersehen!        

Pra que lado… se come: Brasserie Rosário

Eu trabalho no centro do Rio e, desde que inaugurou a exposição do Salvador Dali no CCBB repito pra mim todos os dias: “Hoje eu vou lá”. Também falava isso em voz alta pra ver se conseguia uma companhia do trabalho pra ir comigo.

Hoje uma amiga se manifestou e lá fomos nós. Chegando lá: fila, claro. Demos uma chance, mas o tempo foi passando, as perspectivas não eram das melhores e, então, desistimos.

Como a gente estava por aquelas bandas, resolvemos almoçar por ali. Entre os bequinhos do centro, sentamos no Brasserie Rosário. E que graça! Sempre tive vontade de ir lá, mas a minha agência fica um pouco longe aí bate a preguiça, sempre ela.

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Como essa época de Copa do Mundo anda bem heavy no sentido comilanças e bebidas exageradas, fui num omelete de Gruyere (<3) com presunto e uma saladinha. A Fê pediu um sanduíche que tinha roast beef, algumas outras coisas e uma cara bem boa.

Amamos, fomos felizes e nem foi caro. R$28,00 pra cada. Tem pratos mais caros, claro. 😉

Lá também tem uns doces e pães lindos e maravilhosos, mas saímos correndo.

 

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Começando…

Hoje, em algum momento do dia, precisei salvar um arquivo colocando a data no nome e levei um susto. 9 de julho de 2014. Gente, o ano voou.

Aí parei pra pensar um pouco mais no que tenho pensado há um tempinho desde que o ano começou, tipo, anteontem. Parei pra pensar que estou sentindo falta de uma história de vida, uma historinha pra contar que seja. Alguma coisa que eu vá ter orgulho de falar que tenho feito quando alguém perguntar “e ai, como tá a vida, Laura?” Ou pelo menos alguma coisa que não me dê preguiça de começar a falar.

Porque sabe? A gente chega na segunda metade do ano, toma um susto, mas lembra que passou boa parte do tempo rezando pro dia passar rápido, pro fim do mês chegar logo. E quando vê… 9 de julho de 2014 e você não fez n-a-d-a.

Você vai sendo engolido pela rotina que toma conta de você e do seu trabalho. Você começa a ficar maior parte do tempo reclamando do que aproveitando e agradecendo a vida que tem. Você acha defeitos em tudo. Você fala mal das pessoas. Você é tomado por uma onda negativa que nem sabe como chegou, mas ela tá ali te dando caldos e quebrando na sua cabeça o tempo todo.

Você para e pensa “pra que lado eu vou? Vou continuar nessa de reclamar da vida e achar que estou fazendo a minha parte ou vou buscar alguma coisa pra fazer e tentar reverter a situação?”

E ai, eu parei,  pensei mais ou pouquinho: “tá, nesse momento agora, o que eu posso fazer pra tentar reverter a minha situação?” Na hora não rendeu muita coisa, já que eu precisava salvar o arquivo, escrever um e-mail, ir pra uma reunião e, bem, não deu tempo de reverter nada naquele exato minuto. A maldita rotina tava ali me puxando pra realidade e tá, vai, essa missão não era algo assim tão fácil.

E ai, vim aqui. Vou tentar colocar pelo menos um motivo pra ser feliz todos os dias. Um motivo que tenha me feito feliz naquele dia, pelo menos.

E bora virar o jogo. O tempo tá passando, gente. Amanhã já é dia 10!

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