Bagan – Myanmar

Seguindo viagem por Myanmar, fechamos um transfer com o hotel em Mandalay pra ir pra Bagan.

Era um micro ônibus, que passava de hotel em hotel pegando pessoas. Foi bem barato (uns 8 dólares) e a viagem durou cinco horas. Cinco horas de uma experiência engraçada.

O onibuzinho vai com quase todos os bancos cheios, mas para em vários lugares no meio do caminho pra dar carona pras pessoas que fazem sinal no meio da estrada. O motorista e o ajudante não paravam de mastigar a tal da noz de areca. É um noz que dá um efeito similar ao tabaco e faz com que os dentes fiquem com uma tinta vermelha. Dá um nervoso porque parece sangue. Ouvi dizer que o governo está tentando proibir o uso dessa noz.

Cada pessoa que entrava no ônibus entrava carregada de bolsas, sacolas. A gente só ficava pensando onde tudo ia caber. Só faltou entrar um bicho lá no bus hahaha

Bagan é uma zona arqueológica com milhares de templos e pagodas espalhadas por 26 kms quadrados. Chegando perto da zona, você precisa pagar uma taxa e fica com um cartãozinho que precisa mostrar pra entrar em algumas pagodas. Então não perca o seu 🙂 hahaha

Prepare-se pra se apaixonar assim que entrar na cidade. A cada lugar que você passa, um novo templo aparece, misturado com o verde. Pessoas andando de bike ou motinha de um lado pro outro desvendando a cidade.

Existem três bairros principais em Bagan: Old Bagan, New Bagan e Nyaung U. Escolhemos ficar por Old Bagan, que é mais perto dos templos principais, mas sinceramente, acho que tanto faz, por que as três regiões são bonitas.

SUPER indico o hotel que ficamos, que era um resortzinho chamado Thande. O preço é ótimo (3 noites deu R$436,00 por pessoa). Tem uma vista linda pro rio, uma piscina mara e um restaurante bem gostoso que você pode almoçar e jantar.

Observação talvez desnecessária: apesar do restaurante ser bom, foi lá que eu tive a única experiência de passar mal na Ásia o que me deixou uma semana meio mais ou menos hahahaha. Dizem que passar mal e ter a mala extraviada por lá são duas realidades super possíveis. Posso comprovar que sim porque passei pelas duas experiências agradáveis #sqn hahahah

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vista do nosso hotelzinho com pôr do sol

Resolvemos passar o resto da tarde pelo hotel, curtindo a piscina e fazendo as dondocas porque a gente tava num batidão de Mandalay de ver muita coisa ao mesmo tempo. Só queríamos aproveitar um pouquinho. No dia seguinte acordamos cedinho (tipo 5 da manhã) e combinamos um taxi com o hotel pra nos levar pra um templo bem alto (Shwezandaen) pra assistirmos o nascer do sol. Muita gente faz isso então é importante chegar bem cedo pra garantir um bom lugar. Foi lindo! Bagan vai tirando seu ar a cada momento. É muito surpreendente mesmo. Ganhamos até uma lua de presente com o nascer do sol.

Aí voltamos pro hotel, tomamos café e fomos conhecer os principais templos da cidade. Fechamos com o primo do nosso motorista de Mandalay pra nos levar pra conhecer os templos. Foi bom porque seria meio cansativo fazer tudo de bike e a gente tava meio com medo de subir na motinha hahaha Mas ao mesmo tempo, Bagan é mais legal quando você tá fora do carro, porque os templos perdidos pelo meio do caminho são muito legais também.

Processed with VSCO with c1 presetProcessed with VSCO with f2 presetDCIM100GOPRO Processed with VSCO with c1 presetDiferente de Mandalay, em Bagan a população já está bemmmm mais acostumada com o turismo, mas ao mesmo tempo não existe muita regulamentação e controle sobre os ambulantes e guias que existem por lá. Nesses templos maiores você pode até se incomodar um pouco porque chega a ser meio inconveniente as pessoas te perseguindo com um souvenir pra você comprar ou querendo dar uma volta no templo com você. Ainda mais se você tá passando mal por causa da comida do dia anterior hahahaha. Mas nada que você não entre no espírito e releve.

Dos templos maiores o que eu mais gostei foi o Ananda. Mas chegando lá, você vai pegar um mapa e pegar todas as dicas com a recepção do seu hotel/hostel sobre que templos não deixar de visitar.

No dia seguinte, acordamos cedinho de novo pra fazer o passeio que você não pode deixar de fazer de jeito nenhum lá em Bagan: andar de balão. É carinho (uns 300 dólares por pessoa). Dói, mas vale. Eu juro! Você chega lá, se reune com a galere, toma um cafezinho da manhã e vai pro balão. Existem três cias que fazem o passeio de balão: a maior: Baloons Over Bagan (vermelho), a Golden Eagle (amarelo) e a Oriental (verde). Fomos de Golden Eagle, que é a que tem menos balões, mas o serviço de todas são meio parecidos, na verdade. O preço também. Então acho que tanto faz.

A sensação de sair do chão de balão é a melhor do mundo porque você nem sente hahaha quando vê, já está voando. O vôo dura uns 40 minutos. As vezes dá a impressão que você vai bater num templo ou numa árvore, mas tudo sob controle hahaha é super seguro! E uma delícia!

No fim do vôo, mais um reforço no café da manhã, um espumantezinho pra comemorar e você ainda ganha um certificado de que voou de balão hahaha

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O legal da Golden Eagle é que o uniforme da galera que trabalha lá é um casaco amarelo do Brasil hahahahhaha achamos demais e tiramos uma foto com eles.

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No resto do dia, alugamos uma bike no hotel e fomos dar uma volta pela cidade. Esse passeio é mágico. Sair pela cidade desbravando os templos menores e escondidos é muuuuuito mais legal do que visitar os maiores (minha opinião). É só sair pedalando e ir entrando pelas ruazinhas. Depois você descobre como voltar.

Nessa última foto a gente tinha parado pra descansar um pouco, tomar uma água e uns ambulantezinhos que trabalhavam nesse templo tentaram nos vender algumas coisas. Quando viram que não iam conseguir, ficaram puxando papo, tiraram foto nossa. Enfim, só amores ❤

Em Bagan também cruzamos com uma Noviciation Ceremony, que tínhamos visto pela primeira vez em Mandalay. Mas lá a montação era ainda maior. Rolava uma parada pela cidade pra levar as crianças pro monastério.

O mais legal de Myanmar é ver o peso da cultura, tão diferente da nossa e tão presente na vida deles. E o quanto as pessoas são solícitas, sorridentes e gente fina, mesmo com tão pouco.

Sobre restaurantes, não saímos muito pra comer por lá. Acabamos ficando mais pelo hotel. Na última noite fomos com um casal de amigos no Black Bamboo, que era gostosinho, mas naaaaada especial. AH! Vá cedo! Tudo lá fecha cedinho (tipo 22:00, 22:30) então chega cedo pra aproveitar 😉

Uma dica legal que não falei ainda. Myanmar tem uma operadora legal que você pode comprar o chip no aeroporto e é MUITO barato (menos de 5 dólares pra uma semana. bizarro!). Ela se chama Ooredo. Vale a pena, porque o wifi dos lugares é bem ruim e ela funciona super bem!

Dos cinco países que visitamos, foi o mais especial, sem dúvidas. Com mais coisas pra aprender e ficar emocionado. Então peço encarecidamente que todo mundo cogite ir pra lá. E logo! É imperdível!

Juro juradinho que não vou demorar tanto pro próximo post, que vai ser Luang Prabang, no Laos.

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Mandalay – Myanmar

Estou numa seríssima crise com o meu Iphone e o Icloud e, por isso, as minhas fotos da Tailândia estão presas em algum lugar da nuvem e eu não consigo acessar (estou calma por fora, chorando aos prantos por dentro). Assim que eu conseguir uma ajuda divina de Steve Jobs ~ ou de algum funcionário da Apple ~ escrevo o post das cidades da Tailândia. Então, já começando disruptivamente e fora de ordem, vamos falar de Myanmar ❤

Pra começar as dicas, a primeira de todas é: vá logo pra Myanmar.

O país viveu por muito tempo completamente fechado para o mundo. No período em que a globalização correu solta e tudo mudou tão rápido, eles estavam lá fechados, vivendo num mundo que era só deles. Sem contato, sem turismo, sem nada. Até 2010 era super difícil entrar no país. Muitos turistas eram barrados e o visto era quase impossível de se conseguir.

By the way, o visto. Hoje é SUPER fácil. Só entrar nesse site aqui, fazer a solicitação, pagar (50 dólares) e esperar que ele chega pra você por e-mail alguns dias depois.

Continuando… em 1988 eles sofreram um Golpe Militar e só no ano de 2010 esse regime acabou. Sentimos que isso influencia muito a forma como os Birmaneses se comportam perante a nós turistas. Acho que submissão por ser uma palavra forte, mas muitas vezes nos sentimos rainhas e ficamos até incomodadas. Em Mandalay, principalmente, onde o turismo não é tão forte quanto Bagan e Yangon, sentimos isso ainda mais forte. A pureza deles é inexplicável. Só indo pra lá (o quanto antes) pra ter essa sensação.

Em 2015, enfim, eles tiveram uma eleição democrática e 2016 um governo escolhido pela população assumiu. Então estar lá em 2016 foi ainda mais especial ❤

Pegamos um vôo saindo de Bangkok em direção a Mandalay. Fomos de Air Asia e o vôo não passa de duas horas. Ida e volta de Mandalay pra Bangkok foi R$750,00 (vou sempre colocar os preços dos vôos nos posts pra dar uma noção de custo pra vocês. O que encareceu a nossa viagem foram os vôos. De resto, tudo é muito barato).

As ruas de Mandalay são numeradas (tipo NY), então nesse sentidos, é super fácil de andar por lá. PORÉM, é muuuuuuuita moto! Caótico! Pra atravessar a rua você entrega pra deus e se joga hahahaha se não você não consegue atravessar nunca.

Ficamos 3 noites em Mandalay. No primeiro dia chegamos um pouquinho depois do almoço, mas resolvemos almoçar o lanche do avião e passear. Saímos as duas de short. Paramos a cidade. hahaha Tive muita vontade de voltar no hotel pra trocar de roupa, mas acabamos desistindo. No início me senti zero segura, mas era só uma questão de que ser ocidental, com o cabelo pseudo loiro, de short e andando ali no meio deles… era muita coisa nova ao mesmo tempo. Todo mundo olhava pra gente, mas era só a gente dar um “hi”e um sorriso, que recebíamos de volta um sorriso ou até uma gargalhada tímida. Se isso não é amor, não sei o que pode ser!

Fomos passear no Zay Cho Market, um mercado que tinha perto do nosso hotel. Não vá esperando um night market como os que tem os outros países. Mas vá esperando muitas pessoas por metro quadrado, muitas motos, muitos tecidos pra fazer os longyis (a saia que homens e mulheres usam por lá), muita comida de rua (que não tivemos coragem).

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Nesse mercado compramos nossos longyis, que usamos nos dias que ficamos por lá (e trouxemos pro Brasil pra fazer saias lindonas ❤ ). Depois fomos jantar e dormir cedo. Até porque tudo fecha por volta de 22:00. Não tem muito o que fazer.

(Vou reunir as dicas de restaurantes no fim do post)

Ficamos dois dias inteiros em Mandalay. Como é super difícil achar na internet o que fazer por lá, achamos melhor fechar um guia pra nos acompanhar durante o dia e foi a melhor coisa! Tínhamos um motorista e uma guia fofa-toda-vida que cuidavam da gente, nos ensinavam tudo. E nos davam até toalinhas pra limpar os pés depois de andarmos descalças pelos templos.

Pra fechar com eles também, manda um e-mail pra tour@onestop-myanmar.com e fala pra fechar o tour com a Ma Thin Thin Nwe. O tour de dois dias foi 122 dólares por pessoa. Não é o mais baratinho, mas acredite. Fazer por conta própria e ver tudo é quase impossível.

Então começamos o dia visitando um monastério. Chegamos lá no momento em que os monges formam um fila, recolhem doações e vão almoçar.

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Seria emocionante, se não tivesse um monte de turistas enfiando suas câmeras gigantes na cara dos monges como se eles fossem uma atração de circo. Ficamos bem incomodadas. Dava vontade de gritar “oooooooooou sai daí!” hahaha

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Agora a partir daqui, não lembro a ordem dos lugares que eu fui. Então seguem imagens de lugares lindos em ordem completamente aleatória hahaha

U-Bain Bridge

Diz que é a maior ponte de madeira do mundo. O pôr do sol de lá é lindo! Embaixo da ponte tem bastante lixo e isso é meio bad =/ Acho que quando o turismo em Mandalay for mais forte, vai ser o lugar mais visitado com certeza. Quando estávamos lá vimos basicamente pessoas de lá mesmo curtindo o fim do dia.

Kuthodaw Pagoda

Quando vi fotos das pagodas de Mandalay essa foi a que eu fiquei mais louca pra ir. Amo/sou coisas simétricas e cheguei lá já pronta pra tirar essas fotos hahaha

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U Min Thonze Pagoda

A mais querida e amada entre as fotos que postei em Mandalay. Realmente é linda mesmo!

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Sutaungpyei Pagoda

No alto do Mandalay Hill fica essa pagoda que, pra mim, é a mais linda. Super colorida, cheia de mosaicos, com uma vista 360 da cidade.

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Mandalay Hill visto de longe

Sagaing Hill Temple

Em outro morro da cidade, também com uma vista linda e super colorido ❤

Os templos de Mandalay são os mais coloridos que vimos nesse tour pela Asia. A decoração que os Birmaneses fazem no altar que eu não curti muito. Rolam umas luzes neon que não fazem muito sentido, mas eles amam! E é isso que importa.

Um dos momentos que mais me marcou quando estávamos por lá foi quando estávamos saindo de um dos templos e passamos por várias famílias super arrumadas, indo pra alguma cerimônia. Aí nossa guia nos explicou que era uma Noviciation Ceremony.

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Pelo menos uma vez na vida os birmaneses tem que ser monges. E esse é o momento em que os pais entregam os filhos ao monastério. Aí as crianças e os pais usam essas roupas super coloridas e arrumadas e seguem numa espécie de carreata até o templo.

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Essa é uma menininha monge simpática demais que deu esse sorrisinho tímido pra foto e eu tive vontade de esmagar hahaha

Na verdade, as pessoas todas de lá são muito especiais e marcantes. Andando pela rua muitos quiseram tirar fotos com a gente. Daí a gente também pedia uma foteeenha né?

No segundo dia pegamos um barquinho pra ir pra um outro ponto da cidade, Mingun. Lá tem um templo enorme, um sino que você consegue até entrar dentro e um vilarejo que paramos até pra tomar um chá pra ficar conversando com a nossa guia. Voltamos de lá com o sol se pondo no rio, tomando uma cerveja local (que se chama Myanmar haha) e comendo um amendoim. A gente não precisava de mais nada!

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Hotéis em Mandalay

Nos últimos anos Mandalay ganhou muitos hotéis, mas ainda assim, as opções não são muitas. Foi o lugar que tivemos mais dificuldade de achar alguma coisa ok pela média de preço que a gente procurava. Ficamos no Hotel 8. Ele é bem simples, o custo benefício é ótimo e os funcionários são uns amores. Super prestativos! Além de ficar bem no centro.

Restaurantes

Chega uma hora que você enjoa da comida asiática. Quando cheguei em Mandalay eu tava nesse momento hahaha então comecei a catar no TripAdvisor onde poderíamos comer uma comidinha ocidental de boas. Comemos em dois lugares lá que eu quero recomendar aqui:

Bistro At 82nd

Como o nome diz, ele fica na 82ª rua. Bem pertinho do nosso hotel. Fomos num momento meio almoço meio jantar e só tinha turista. Mesmo assim, não muitos. A comida era bem gostosinha. Depois de comer, pegamos um vinho e fomos pra única mesinha que eles tem do lado de fora pra ver o movimento. Apesar do calorão, recomendo fazer isso.

Café City

Fomos lá depois do primeiro dia de passeio porque eu tava louca pra mandar ver num hamburguer hahaha chegando lá pedimos uma massa mesmo. Tava ótima! Esse só tinha a gente de turistas, o que é legal também. Eles também tem comida local por lá.

A comida local

Durante o passeio paramos pra comer em restaurantes locais. A comida de Myanmar foi a que menos gostamos. O problema de tudo é o cheiro, que é muito forte. Mas também nada que te impeça de comer hahaha vale a pena provar só pra ver qual é.

Nossa guia nos levou pra almoçar no Unique, que é beeem asiático. Foi o melhor rolinho primavera da viagem inteira.

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Espero ter inspirado vocês a irem pra Mandalay ❤

Próxima parada é Bagan!

Sudeste Asiático 2016/2017 – O roteiro

Aqui vos fala uma pessoa feliz da vida e plenamente realizada depois de 35 dias de uma aventura pelo outro lado do mundo. Quem me acompanha pelo Instagram deve ter sentido um pouquinho dessa felicidade por lá, eu acho. Porque tava transbordando!

Vai ter surra de post com todas as dicas dos cinco países que eu fui. Vou me esforçar pra tentar convencer todo mundo a comprar uma passagem asap 🙂

Pra começar, o mais pedido: o roteiro! Foram 5 países e 11 cidades

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Tailândia

Bangkok – 2 noites

Ayutthaya – 1 dia (saímos de Bangkok de manhã, passamos o dia lá e a noite pegamos o trem pra Chiang Mai)

Chiang Mai – 2 noites, mas eu ficaria mais uma.

Myanmar

Mandalay – 3 noites

Bagan – 3 noites

Laos

Luang Prabang – 3 noites, mas viveria uma vida lá vendendo miçanga hahaha

Camboja

Siem Reap – 3 noites

Filipinas

El Nido – 5 noites, mas ficaria mais uma.

Moalboal – 2 noites, mas não ficaria lá.

Oslob – 2 noites, mas ficaria 3 (pra compensar as que eu não ficaria em Moalboal e incluiria Bohol)

(Explicando: Moalboal e Oslob ficam a 2 horas de distância uma da outra. Todas as atrações são no meio do caminho entre as duas. Mas em Oslob que fica o mergulho com os tubarões baleia, que é as 6 da manhã. Apesar da cidade de Moalboal ter mais coisas pra fazer, ainda assim, ficaria só em Oslob pra não ter que madrugar e só iria em Moalboal pra uma das cachoeiras e almoçar por lá depois).

Boracay – 5 noites e tá bom porque se não você não volta vivo de tanta festa hahaha

 

Porque praia nas Filipinas e não na Tailândia? 

Quando fechamos o roteiro e todo mundo me perguntava se eu ia pras praias na Tailândia e eu dizia que não, que ia nas Filipinas, sempre ouvia um “aah” meio duvidoso. E essa acho que foi uma das melhores decisões da viagem.

Passamos as últimas duas semanas do ano na praia. Isso significa que é férias pra quase todo mundo. As praias tailandesas são lindas e muuuuito mais famosas que as filipinas. O que significa que normalmente, elas já recebem muitos turistas. Nessa época do ano então, vocês podem imaginar. É surra de chinês e suas câmeras enormes pra todos os lados. Confirmamos isso no vôo de volta (que parecia ter sido fretado pelo Brasil hahahaha só brasileiro) e deu até um alívio.

El Nido fica na ilha de Palawan e é um dos lugares mais lindos que eu já vi na minha vida. Moalboal e Oslob ficam em outra ilha, Cebu. Tem passeios bem específicos e diferentes pra fazer (cachoeiras de água azulzinha e o mergulho com tubarão baleia). E Boracay é a ilha mais cheia (ainda mais no Reveillon, que foi quando estivemos lá). É conhecida como a “Ibiza das Filipinas”. É festa todo dia. Perda de saúde mesmo hahaha mas depois você recupera.

De todas as cidades que fomos, só Boracay era bem cheia. O resto era uma paz! El Nido então, é um paraíso (ok, deu pra entender qual foi a minha preferida, né? Já inclui no seu roteiro?). Depois vou fazer um post falando mais de cada cidade.

Ah! E um bônus. Éramos pouquíssimos brasileiros por lá. Em Boracay então… Só tinha a gente praticamente.

Como chegar lá? 

Eu fui com uma amiga que mora em SP e tinha duas opções: ir de Emirates (saindo do Rio) ou de Ethiopian Airlines (saindo de SP). Na comparação, pra mim, o preço das duas era basicamente o mesmo. Pra ela, a Emirates sairia bem mais cara. Então pra não arriscar chegar do outro lado do mundo separadas, nem fazer uma viagem tão longa sozinhas (são quase 24 horas pra chegar em Bangkok. É chão e não é fácil, gente), escolhemos ir de Ethiopian Airlines.

Classe econômica é igual pra todas as cias, né gente. Não tem muita diferença. Mas a Ethiopian perde pontos num quesito muito importante: a televisãozinha. O touch é horrorosooooo! Não funciona nem por reza braba. Mas ai você pode controlar pelo controle na poltrona. Ai você escolhe o seu filme e só tem legenda em japonês, chines, etiopês (hahahah sei lá como é). Ethiopian, fica aqui o pedido de tantos brasileiros que voam com vocês a cada dois dias: legendas em português ❤ Nunca te pedi nada! Pra um vôo tão longo, entretenimento é essencial!

E o trajeto é seguinte. Tem vôo a cada dois dias saindo de Guarulhos sentido Adis Abeba (na Etiópia), com uma escala (sem sair do aviã0) em Lomé, no Togo. Gente, descer em Adis Abeba é uma experiência! Fiquei pirando nas roupas que as pessoas usavam. E é só isso que você vai ter pra fazer lá no aeroporto, porque ele é super simples. Depois de uma espera de umas 3 ou 4 horas, você pega uma avião sentido Bangkok. Esse avião foi BEM melhor que o primeiro, tanto na ida quanto na volta. Só não entendi porque se esse trecho é bem menor =/

Agora uma coisa que ficamos impressionadas é como teve comida. Muita comida. O tempo todo. A gente até recusava umas refeições de tanto que elas vinham hahaha. E a comida era bem ok até.

O preço da passagem foi R$3.800,00. Mas isso porque também tive que comprar o trecho Rio-SP. Se você sair direto de SP vai ser bem mais barato. Quando eu vi a Emirates tava R$3.700,00 saindo do Rio.

Como viajar por lá?

Existem muitas opções pra viajar lá por dentro do SE asiático. Usamos três cias: Air Asia (pra transitar entre Tailândia, Myanmar e Laos), Vietnam Airlines (quando fomos do Laos pro Camboja. Nosso vôo inicial era via Lao Airlines, mas ele foi cancelado e nos transferiram pra Vietnam Airlines, que é ótima! Acho que foi a melhor!). E nas Filipinas, Cebu Pacific e Philippines Airlines.

Gente, Cebu Pacific… Se conseguirem não pegar ela, façam isso. Foram quatro vôos com eles. TODOS atrasaram. Um deles atrasou três horas. E isso é MUITO chato. Perdemos um dia inteiro por causa disso.

Também tivemos as malas extraviadas em um dos vôos. Mas dessa tiramos um aprendizado. Era um vôo internacional de Siem Reap (Camboja) com parada em Manila (Filipinas) e depois Puerto Princesa (aeroporto pra ir pra El Nido). Aprendemos que assim que você chega num país você PRECISA retirar a mala da esteira e encaminhá-la pro despacho doméstico. Só que a mocinha lá em Siem Reap falou que teríamos que pegar as malas só em Puerto Princesa. OU SEJA, deu no que deu. Foram 2 dois e meio sem malas. Mas eu não sei o que aconteceu que eu tive um feeling que isso ia acontecer e tava com a mochila de mão lotada de roupas hahaha então deu tudo certo. A chegada da mala também foi uma emoção.

É importante saber que o extravio de mala é normal por lá. Uma amiga minha viajou pra lá e isso rolou com ela três vezes. Então a dica é: tenha sempre um backup na mão pra não passar sufoco. E se o sufoco rolar, não se deixe abalar. Chegar num lugar tão incrível e não curtir por causa de uma mala não faz sentido. Sugiro sair pra beber e brindar em homenagem a mala – foi o que fizemos hahaha Uma hora ela chega!

Na Tailândia o trecho Bangkok – Chiang Mai você pode fazer num trem noturno que é ÓTIMO! Ayutthaya fica pertinho de Bangkok e o trem faz parada lá pra seguir pra Chiang Mai. Então você pode ir de manhã de transfer e passar o dia lá fazendo um passeio e a noite embarca no trem pra Chiang Mai. No post da Tailândia falo mais sobre isso 😉

Roupas e Sapatos

Todos os lugares que fomos beiram a temperatura do inferno hahaha então o ideal é levar roupinhas frescas. Contando que você vai visitar templos e precisa cobrir os joelhos e ombros, mas sempre pensando no frescor.

Luang Prabang foi a única cidade que sentimos um frio mais forte de manhã e a noite. Mas aí um casaquinho e uma calça resolvem o problema. Bagan também é mais fresquinha nesses horários. Mas durante o dia é muuuuito calor em todos os lugares.

Sobre sapatos, você não vai precisar de NADA além de um par de chinelos. Nem pro avião. No avião uma meia resolve hahaha

Pensa que nos lugares de templos vocês vai ter que ficar tirando e botando o sapato. E na praia, você só precisa de um chinelo também.

No fim da viagem seu pé vai estar um nojo, mas o que não falta é opção de esfoliação pro pé em todos os lugares por lá hahahaha fizemos uma vez. É sofrido, mas fica lindo depois!

Obs: em Bangkok tem aqueles Rooftops que você pode ir pra jantar ou tomar drinks. Aí sim você precisa de um sapato mais arrumadinho. Pras meninas, uma rasteirinha resolve. Pros meninos, tem que ser sapato mesmo. Tênis não pode.

E lá é barato mesmo? 

Sim! Muito! As opções de comida, a hospedagem, as tralhas que você compra (negociando, sempre). A gente até deu uma ostentada comendo nuns lugares legaizinhos, ficando nuns hotéis maneiros. Mas mesmo assim… tudo super em conta (Brasil dá até uma vergonha nesse quesito de tão mais caro que é).

Você fica enlouquecido mesmo e só pensa em voltar pra lá? 

SIM! SOCORRO! JÁ TO QUASE COMPRANDO A PASSAGEM PRO ANO QUE VEM!

Aguardem os próximos posts com surras de informações e fotos! Ai, tô animada!

O Norte de Amsterdam

Quando fechei a viagem pra Amsterdam já tava super em cima da hora e não tinham muitas opções de Hostels legais disponíveis. Só um chamado ClinkNOORD que parecia bem bonitinho, mas era no norte, região por lá que eu não sabia nada sobre.

Daí fui no TripAdvisor (passo meeega importante antes de fechar qualquer hotel ou hostel) ver o que as pessoas achavam dele e todos os comentários eram positivos, inclusive em relação a localização. Aí fechei.

Uma observação. Quando vocês fecham qualquer passagem ou hospedagem não dá um nervosinho no coração? Aquela sensação de que vaiiii rolar hahahaha Eu sempre fico assim. Ainda mais quando a viagem é sozinha.

Mas tá, voltando! hahaha aí depois de fechar tudo, comecei a catar o que fazer na cidade e descobri que o norte era a nova área cool de Amsterdam. Assim como o Brooklyn é em NY. Aí eu fiquei como? “caraaaaca, sou hypada mesmo sem quereeer” hahaha E realmente, tem muitas coisas muuuuito legais por lá.

O NDSM, que é a região do porto, tá toda descolada, cheia de arte. Um galpão abriga vários ateliês e de vez em quando rolam uns eventos.

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O painel do Kobra, fica por lá. O Pllek, que eu falei no último post, também. Também existe um outro restaurante descoladinho chamado Noorderlicht Cafe. Só que o dia que fui nele, ele tava fechado.

Pra chegar lá, você pega o Ferry atrás da Estação Central de trem. Fiz uma linda ilustração feat. Google Maps pra deixar mais claro o how to get there hahaha

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Existem algumas linhas de ferry saindo da Centraal. Pra chegar nessa região do porto, tem que pegar a linha que vai pro NDSM-veer. E aí você sai ali pertinho de tudo, olha:

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No IJ-Hallen rola uma super feira de antiguidades que quando eu fui não tava rolando (só dei sorte como vocês podem ver hahaha), mas dizem que é incrível!

Indo para outra direção do norte, pegando o Ferry em direção a Buiksloterweg, você chega em outra área, já mais moderna. O meu Hostel ficava por alí. E é por ali que ficam o EYE Museum e o A’DAM.

EYE Museum

É um museu de cinema MUITO incrível. A arquitetura do lugar já grita sozinha, quando você entra lá é ainda mais legal. O espaço do café tem uma vibe de sala de cinema, com degraus enormes por onde as mesas ficam espalhadas. Eles tem uma exposição que fica sempre lá que conta um pouco da evolução do cinema, das câmeras, da forma como se assistia antes e agora. É bem legal e gratuita. E uma exposição temporária paga.

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Lá também funciona um cinema mesmo. Então você pode ir pra assistir um filminho se quiser também.

A’DAM

Fica bem do lado do EYE. É um prédio mais altão que lá nos últimos andares fizeram um bar/restaurante que você pode ir pra tomar uns bons drink, admirar a vista, ver o pôr do sol. E, se animar, ir pro terraço e dar uma balançada no balanço mais alto da Europa. Gente, é uma delícia!!

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Pra sentar no restaurante você precisa reservarzZzZz. Mas pra tomar uma bebidinha qualquer, rola. É só ir no balcão e pegar a sua.

O Norte antigamente não era um lugar muito legal, alguns me disseram que ainda não é suuuuper seguro. Outros me disseram que Amsterdam é segura em todos os cantos. Eu andava por ali todas as horas do dia e da noite e não vi nada, nenhum problema. Muito pelo contrário. Era super calminho. Mas eu também tava ali do lado do EYE. Talvez mais pra dentro não seja tãooo maneiro. Mas, com certeza, é uma área que em breve vai estar ainda mais maneira.

E a vista. Aaaah a vista ❤

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Comendo em Amsterdam

Se você me viu esses dias no Instagram, reparou que eu andei floodando a timeline de todo mundo com um milhão de fotos por dia em Amsterdam.

Depois de muito trabalho durante as Olimpíadas, consegui uma semaninha pra descansar. Uma das minhas melhores amigas se mudou pra Haia, que fica a uma hora de Amsterdam. Então achei que seria uma boa cidade pra descansar a cabeça e ainda, de quebra, fazer uma visitinha e conhecer a cidade dela.

Há dois anos atrás fui pra Amsterdam e coloquei dicas gerais aqui. Dessa vez fiquei bem mais tempo, então deu pra ver coisas novas e descobrir cantinhos diferentes.

Vou quebrar em alguns posts por aqui, começando com esse. Os lugares que eu fui pra comer e mais gostei.

Amsterdam é TOTAL a cidade da larica. Eu fui pra lá pensando que ia me entupir de batata frita e waffle com nutella hahahaha mas chegando lá, não tive vontade NENHUMA de comer essas coisas. Até comi uma vez cada uma dessas coisas (quer dizer, batata frita é impossível. Tudo vem com batata frita hahaha), mas foi só.

Então me aprofundei na busca de onde comer (nada rebuscado, gente. Não sou dessas hahaha), então aqui vão os quatro que eu mais gostei.

 

Pllek

O Pllek é um restaurante durante o dia e a noite vira uma nightzinha. Não cheguei a ir a noite, mas durante o dia é incrível! O espaço é todo formado por containers, que beiram o rio e forma tipo uma praiazinha. No verão bomba! Assim como a maioria dos restaurantes de Amsterdam, as opções de comida passam entre sanduíches e salada. Sem muitas opções de comida comiiiiida mesmo, como a gente tá acostumado. Mas quem liga ne?? hahaha

Como chegar: O Pllek fica no norte de Amsterdam (vai ter post sobre o norte ainda, aguardem!). Pra chegar lá é só pegar o ferry que fica atrás da estação Central. Existem dois destinos no Ferry, você tem que pegar o que vai pro NDSM, que é o Porto. De lá, você anda um pouquinho e chega lá.

Endereço: TT Neveritaweg 59, Amsterdam

 

Esqueça tudo que você conhece sobre hamburguer, o do Lombardo’s faz todas as definições de hamburger serem atualizadas hahahaha. O lugar é bem apertadinho e não tem muito essa de sentar e ficar. É comer e sair, porque os balcões são concorridos. Mas é tudo bem de boas, sem pressão. Os atendentes são MUITO simpáticos. Fazem questão de saber o que você achou do sanduíche no final. Enfim, tem que ir.
Como chegar: Fica em uma das 9 Straatjes, lugar que muito provavelmente vai estar no seu roteiro tradicional de Amsterdam. Então encaixe o Lombardo’s no seu almoço e tudo certo 🙂
Endereço: Nieuwe Spiegelstraat 50, 1017 DG Amsterdam
Lugar MUITO delícia pra tomar um café da manhã sem pressa ou um cafézinho a tarde. Fica numa esquininha, com vista pra um canal. Vende os cafés locais e mais outras coisas bem fofas. Misteriosamente, depois de ir lá, durante todo o dia, em todas as lojas que eu entrava, tinha uma música da Amy Winehouse tocando EU JURO! hahahaha

Endereço: Weteringstraat 48, 1017 SP Amsterdam

No meu último dia por Amsterdam queria tomar café da manhã em um lugar legal e as minhas dicas já tinham acabado. Perguntei pra um amigo que tinha conhecido lá o que ele recomendava. Ele disse que eu TINHA QUE IR no CT. E lá fui eu. GENTE! Que fofura de lugar! Dá vontade de passar o dia inteiro lá, fazer todas as refeições ao mesmo tempo hahaha Pena que eu só fui conhecer no último dia, senão com certeza voltava lá pra um almoço.
Endereço: Ceintuurbaan 282-284, Amsterdam
Agora uma dica geral de Amsterdam que vale muito para os lugares de comer. A cidade toda é suuuper a frente do tempo. E eles são EXTREMAMENTE preocupados com sustentabilidade. Qualquer lugar que você for comprar alguma coisa, eles não dão sacola – a não ser que você pague, claro. E a novidade agora é que muitos lugares simplesmente não aceitam mais dinheiro vivo. Só cartão. Eu me dei um pouco mal nisso, porque eu não consegui habilitar meu cartão pra usar fora (valeeeeu Itaú!) e só fui com dinheiro mesmo. A sorte é que os lugares que não aceitam dinheiro normalmente tem uma placa avisando, mas sempre vale perguntar antes de comer pra não ter problemas depois e ter que ficar por lá lavando a louça hahaha
O Foodhallen é um lugar bem legal pra ir comer também. É como se fossem vários restaurantes em um lugar só, com mesas no meio. Com comidas de vários lugares do mundo. Só que quase todos só aceitavam cartão. E eu fui obrigada a comer um hamburger hahahaha Não que isso fosse um problema, neammm
Se você tem alguma dica de lugar incrível pra comer em Amsterdam, deixa aí nos comentários!

Técnica nova pra animar

Como vocês podem ter visto no último post, eu tava feliz da vida trabalhando com e durante as Olimpíadas, né? Aí vocês podem ter imaginado que a volta pra vida real não foi lá das mais alegres e fáceis.
Pois bem, terça passada, quando cheguei em casa enlouquecida pra dar uma dormidinha e enlouquecida pra ver o Brasil ganhar alguma medalha (o que não dava mais), foi me batendo uma deprê, uma tristeza.
Mas aí eu pensei EEEEEEEEEEEEEEEEEEPA! Nada de tristeza por aqui PELAMOR! Daí comecei a enumerar as 50 primeiras coisas (pequenas ou não) que me vieram na cabeça e que me fazem um bem danado.
E olha que deu certo! Fiquei bem mais animadinha hahaha
Como eu gosto de compartilhar aqui tudo que mais bem, aqui vai a lista mais valiosa desse blog:
1- Comprar uma passagem
2- cheiro de bolo ou pão quentinhos
3- tomar um vinho/cerveja e dar risada com as amigas
4- ter um papo bom e fluido com alguém
5- abraço que encaixa
6- ouvir uma gargalhada tão boa que te faz rir também
7- descobrir uma música nova muito boa e ter o prazer de ficar ouvindo em repeat por 24 horas
8- acertar o delineador. De primeira. E fazer o outro lado igual.
9- receber um elogio
10- elogiar alguém
11- beijo que encaixa
12- ter a sensação de que você comeu exatamente o que vc queria comer
13- um pote de brigadeiro inteiro a sua disposição
14- completar 10 kms corridos sem parar
15- pedalar por um lugar bonito ouvindo uma trilha sonora boa
16- chegar no caixa de uma loja e descobrir que o que vc vai levar tá com desconto
17- banho quente num dia frio
18- banho frio num dia quente
19- café pra despertar de manhã
20- acordar um minuto antes do despertador tocar. E dar tempo de desarmar ele.
21- descobrir que uma banda que você ama vai fazer show na sua cidade
22- ter olhares retribuídos na night
23- visualizar uma boa foto. E conseguir pegar uma câmera a tempo pra registrar
24- ganhar qualquer brinde. Mesmo que seja um pen drive.
25- conhecer gente nova e do bem
26- ter orgulho de um trabalho
27- pular em uma cama elástica
28- tirar foto em uma instax ou polaroid
29- colecionar vinis, mesmo que você quase nunca os ouça
30- quando um restaurante aceita o vale alimentação
31- ficar de preguiça durante uma manhã de domingo
32- mar calmo num dia de sol
33- pão na chapa com café com leite
34- biscoito globo com matte de galão na praia
35- perder uns quilinhos sem ter feito muito esforço
36- chegar numa faixa pra atravessar e o sinal fechar na hora
37- chegar pra pegar um elevador e ele estar no seu andar
38- encontrar um cenário bonito pra tirar fotos
39- aprender uma palavra nova em uma língua desconhecida
40- inventar uma arte qualquer
41- aprender uma coreografia de uma música
42- encenar uma cena sozinha no banho
43- receber uma massagem
44- usar um salto durante uma noite inteira e sair com o pé inteiro
45- beber num dia e acordar sem ressaca no dia seguinte
46- ir a uma festa e encontrar amigos sem querer
47- fazer uma comida pra alguém. E esse alguém amar a comida
48- dividir experiências de viagens
49- planejar uma viagem
50- ver um video muito engraçado na internet
Tá meio borocoxôzinho? Venha aderir a essa técnica você também!
O que te faz bem?

O que foi Ouro pra mim.

Sempre fiquei muito irritada com as pessoas que criticavam as Olimpíadas perto de mim (entendo todos os problemas do Brasil, gente, mas um evento desse porte poderia trazer tanta coisa boa, né?), mas desde o ano passado eu só respirava Olimpíadas. Eu precisava ser otimista e tentava de todos os jeitos passar esse otimismo adiante. A gente já tinha vivido a Copa do Mundo. A gente sabia o quanto o durante era maneiro. Ia ser igual ou melhor.

E aí as Olimpíadas chegaram e foi MUITO melhor do que eu podia imaginar. O brasileiro de forma geral nunca ligou muito pra Olimpíadas e eu sempre estive nessa estatística. As únicas modalidades que eu lembro de assistir eram Ginástica Rítmica (porque é lindo) e futebol (porque sempre se cria um evento pra assistir um jogo importante).

Mas a gente se envolveu. A gente amou Rafaelas, Isaquias, Thiagos, Diegos, Arthures, os refugiados. A gente acompanhou loucamente uma final de Tiro – e achou emocionante. A gente aprendeu as regras de esgrima. A gente agora entende tudo de pirueta. A gente conheceu ídolos, torceu por eles, ficou de coração mole quando eles choraram no pódio (eu chorei em TODOS os pódios que eu assisti. Só de lembrar agora já to aqui com um nozinho na garganta).

Aqui no Rio, vi mais gente com mapa na mão do que sem. E isso me dá um orgulho! Sou completamente apaixonada pela minha cidade (como vocês já devem ter percebido) e ver todo mundo aqui… ai, eu nem sei o que dizer. Só sentir… Todo mundo virou guia turístico, abriu as portas para amigos de fora, quis conhecer e ver tudo que tinha pra fazer durante esses dias na cidade (embora fosse impossível ver tudo). Foi lindo ❤

E enquanto tudo isso rolava, eu estava lá no Boulevard Olímpico, dentro do Parada Coca-Cola, fazendo parte de uma mega engenhoca que fez com que as redes sociais da marca contassem pelo menos um pouco de toda essa história linda que eu contei nos parágrafos acima.

O Boulevard, pra mim, ficou um dos lugares mais legais do Rio. Toda a revitalização deu um levante no ego do lugar, que era trashzêra braba. Foi incrível ir pra lá todos os dias e dar sempre uma voltinha pra comer uma empanada, um sorvete e tirar uma foto.

Foi muito intenso. Lembro no dia da abertura que o meu turno era até 15:30. Saí para encontrar umas amigas. Comecei a assistir a abertura com elas no Jardim de Alah. Não aguentei e pedi um Uber e saí correndo para o centro da cidade pra acompanhar o resto da cerimônia com o pessoal e trabalhando hahahaha

Foi intenso também porque além do ritmo do trabalho que era puxado, ainda tinha o ritmo de uma pessoa que não queria perder nada! Queria assistir jogos, ir em todas as casas de todos os países e marcas, encontrar os amigos e ainda ter saúde no final (isso não deu, porque eu fiquei gripada, claro hahaha). Tudo não deu pra fazer, mas deu pra curtir bastante.

Pra mim as Olimpíadas tem uma magia de união muito única. Tem chance pra muita gente ganhar e quando eles ganham, AH, como é emocionante. Você saber que aquele atleta dedicou a vida dele inteira pra se resolver em algumas horas, minutos ou até segundos. Isso é muito foda! Mas também tem o lado ruim se ele perde, mas prefiro não falar disso porque se não eu choro (hahaha dá pra perceber que eu to levemente emotiva, né?)

E o último pódio? No meio da cerimônia de abertura. O sorrisão do americano? O cara da Etiópia que tava todo sério e quando ouviu o grito da galera abriu um sorriso? A felicidade do queniano, que deu a levantada de ombrinho mais fofa do mundo? O hino do Kenya tocando e ele no meio de toda aquela galera que talvez nem soubesse quem ele era antes. E ele num momento que o mundo inteiro tava vendo. E era só dele. GENTE! Se isso não é especial, eu não sei mais o que pode ser.

Enfim, pra terminar o textão, um super obrigada a Coca-Cola por ter me envolvido nisso, por me despertar essa paixão, por me deixar tão apaixonada por uma campanha e por me fazer ter uma das melhores experiências da minha vida. E um obrigada a todos os envolvidos que tavam lá. Vocês são FODA!

#IssoÉOuro 

E que venham as Paralimpíadas!